agosto 31 2009

Bons contadores, contatos ruins

Tagged Under : , ,

por Dora Ramos*

 Em artigo, Dora Ramos fala sobre a relação entre a empresa e a prestadora de serviços

Trabalho há mais de 20 anos no ramo da contabilidade. Durante esse tempo já vi diversas situações envolvendo empresários, contadores e a conturbada relação que pode existir entre eles. Cheguei a uma conclusão esclarecedora quanto à principal origem dos conflitos e mal-entendidos entre os dois extremos dessa relação. Na maioria das vezes, vejo bons empresários, competentes e responsáveis na sua prestação de contas e contabilistas igualmente capacitados. Mas um problema sério pode surgir mesmo assim: funcionários sem capacitação ou treinamento para fazer a linha entre esses dois pontos.

 Pessoas não familiarizadas com a área contábil podem se tornar um empecilho enorme. As informações essenciais para calcular o Imposto de Renda, por exemplo, podem não chegar completas ou a tempo. Prejudica-se o trabalho do contador, a prestações de contas da empresa e, conseqüentemente a própria companhia. Sem números bem calculados, o empresário corre o risco de receber multas desnecessárias ou até, em um caso extremo, de falir.

 O curso de Ciências Contábeis dura, em média, quatro anos. Não podemos esperar que todo contato dentro da empresa seja um contador formado, mas o mínimo esperado é que ele tenha participado de cursos, treinamentos e palestras. Ainda que não tenha tido esse contato formal com os números, faz-se necessário um mínimo interesse de quem pretende trabalhar nessa área.

 Matemática, Estatística e Direito são algumas das matérias estudadas pelos contabilistas na graduação, que esperam ser entendidos por seus interlocutores completamente ao se referirem a elas. Não podemos culpar o contador por um trabalho incompreendido, ainda que bem feito, pois a responsabilidade de um processo bem sucedido não é só dele.

Como resolver esse problema que, com o tempo, pode ficar cada vez mais sério e resultar em prejuízos enormes para a empresa? Invista na ponte que une contadores e funcionários. Pense que essa pessoa não é apenas um transmissor de informações, mas, também um processador dos dados. Um contato bem treinado, com experiência e conhecimento básicos em contabilidade, pode ser uma mão na roda para o gestor.

 *Dora Ramos atua no mercado contábil-administrativo há mais de vinte anos. É fundadora e diretora responsável pela Fharos Assessoria Empresarial.

agosto 23 2009

MPEs precisam se preparar para as compras verdes governamentais

O governo federal deve editar decreto sobre as chamadas “compras verdes” até o final deste ano. Dessa forma, as compras realizadas por órgãos públicos diretos ou indiretos priorizarão os produtos ecologicamente corretos. Por isso, as micro e pequenas empresas que fornecem produtos para o governo precisam ficar atentas.

 De acordo com a secretária-adjunta da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Loreni Forest, o governo está fazendo um estudo com o Ibam (Instituto Brasileiro de Administração Municipal) para definir quais serão os segmentos a serem priorizados nessas aquisições. Entre os produtos que terão preferência, estarão os equipamentos de informática e papel, itens que também são fornecidos pelas micro e pequenas empresas.

 “Essas empresas precisam estar atentas e se preparar para esse mercado. Temos de preparar os compradores e o próprio mercado, pois quando são estabelecidos novos padrões de produtos a serem adquiridos, é preciso que haja empresas para produzir e para fornecer o que se procura”.

 Loreni explica ainda que, para as micro e pequenas empresas que vendem produtos para o governo, a ideia é que essas organizações recebam o treinamento para adequar os seus serviços pelo convênio entre o Ministério do Planejamento e o Sebrae.

 Lei Complementar 123/06

Segundo a Agência Sebrae de Notícias, o Sebrae e o Ministério do Planejamento possuem um convênio com o objetivo de aumentar a participação das micro e pequenas empresas nas compras governamentais, conforme estabelecido no capítulo V da Lei Complementar 123/06.

 Essa lei determina exclusividade para as micro e pequenas empresas no caso de compras governamentais de até R$ 80 mil, além da preferência em caso de empate com empresas de maior porte e a subcontratação pelas grandes empresas que vencerem as licitações.

 “A lei da micro e pequena empresa amplia as possibilidades de participação desse segmento nas compras governamentais. Estamos orientando as empresas para utilizar esses mecanismos e ampliar a sua participação no processo. As compras verdes representam um novo filão e elas devem aproveitar”, ressalta o gerente de Políticas Públicas do Sebrae Nacional, Bruno Quick.

*Os textos aqui apresentados são extraídos das fontes citadas em cada matéria, cabendo às fontes apresentadas o crédito pelas mesmas.

Autor: Luana Cristina de Lima Magalhães

Fonte: Infomoney

 

 

 

 

agosto 20 2009

Previdência/Benefícios: Quem Não Sacou o Benefício tem até 60 Dias para Fazê-lo

Tagged Under : ,

Aposentados, pensionistas e demais beneficiários que recebem por meio de cartão magnético e não sacam o benefício 60 dias após a data do crédito ficam impedidos de retirar o dinheiro. Essa é uma medida de segurança, em que o banco devolve o valor ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que bloqueia o pagamento.

 

Para desbloqueá-lo, o segurado terá que comparecer à Agência da Previdência Social (APS) responsável pelo seu benefício e apresentar documento de identificação, como carteira de identidade, certidão de casamento ou de nascimento. Em julho, 10.948 befenícios foram suspensos porque o beneficiário não sacou no prazo de 60 dias.

 

O bloqueio é efetuado para evitar o pagamento indevido e qualquer tentativa de fraude, como o saque do valor por terceiro, à revelia do beneficiário. Na folha de julho, 15.224.287 beneficiários receberam por cartão magnético, entre os quais 10.189.623 na área urbana e 5.034.664 na área rural.

 O segurado que recebe o benefício com cartão magnético deve ficar atento às normas de segurança. O cartão é seguro, facilita o saque do benefício, mas requer atenção. Em hipótese alguma, deve se fornecer a senha a terceiros. Como nos cartões da rede bancária, a senha não deve ter sequências previsíveis, tais como data de nascimento, número de telefone ou dígitos ligados diretamente ao portador.

 O INSS recomenda que, em caso de dúvida no momento do saque no terminal de autoatendimento, o segurado procure um funcionário do banco e nunca peça ajuda de outras pessoas.

 Óbito – O pagamento dos benefícios também é suspenso em caso de morte do segurado. Todos os meses, os cartórios enviam à Previdência Social listagem com dados das pessoas falecidas no mês anterior e, com isso, o pagamento da aposentadoria é cancelado.

 Em julho, 40.450 benefícios foram suspensos por óbito de segurados, 26.837 na área urbana e 13.613 na área rural.

 Esse sistema impede que outras pessoas, de posse do cartão magnético e senha, recebam o benefício de quem já morreu. Se os dependentes do segurado tiverem direito à pensão por morte, devem informar o óbito ao INSS para que a aposentadoria seja transformada em pensão e eles possam receber o benefício.

Fonte: MPAS

agosto 17 2009

A melhoria contínua do auto-engano

Há empresas que parecem estar engajadas num processo de melhoria contínua do auto-engano. Elaboram orçamentos que sabem que jamais serão cumpridos. Fazem planejamentos estratégicos que não serão seguidos, nem mesmo tentados. Estabelecem metas e objetivos inalcançáveis para marketing, vendas, produção, etc.

            Na verdade, a impressão que temos é que as pessoas riem do que elas próprias elaboram, planejam e escrevem. Pensam estar enganando seus chefes, diretores, matrizes ou sei lá quem, mas na verdade estão enganando a  elas mesmas. Fazem o que chamamos de melhoria contínua do auto-engano.

            Há profissionais que também são especialistas em auto-engano. São os vendedores que imaginam não precisar visitar clientes e que basta enviar tabelas de preços via e-mail.

            São diretores, gerentes, supervisores que acreditam poder dirigir, gerenciar e supervisionar sem sair de seus gabinetes ou salas.

          São chefes em geral que não participam do recrutamento e da seleção de seus colaboradores, delegando integralmente a tarefa para o RH. São profissionais que acreditam poder ter sucesso sem estudar, sem se aperfeiçoar, sem se atualizar. São aqueles que acreditam poder enganar, mentir, ludibriar e ainda vencer no longo prazo.

         São aqueles que riem dos outros, quando na verdade deviam chorar por si mesmas. Essas pessoas todas - e outras mais - são as especialistas em melhoria contínua do auto-engano.

            A verdade é que todos nós estamos muito cansados desse auto-engano que não nos tem levado nem à motivação, nem ao sucesso.

            Pense nisso. Sucesso!

Luiz Marins.

agosto 14 2009

Trabalho: Adicional de Transferência

Tagged Under : ,

O empregado transferido de seu local de trabalho com exigência de mudança de domicílio, sem que haja previsão contratual, tem direito ao adicional de transferência.

Conforme o artigo 469 da CLT o valor pago pelo empregador como adicional de transferência não seráinferior a 25% do salário que o empregado recebia na localidade de seu registro.

O adicional de transferência será pago enquanto durar a situação, ou seja, no retorno do empregado ao local do registro original, cessará o pagamento da remuneração suplementar.Empregados que exerçam cargos de confiança e aqueles cujos contratos tenham como condição implícita ou explícita a transferência, quando esta decorra de real necessidade do serviço, não fazem jus ao recebimento do adiciona.

Fonte: Notadez Informação

agosto 09 2009

Diagnostico Empresarial.

Tagged Under : , ,

O diagnóstico empresarial/organizacional é um instrumento utilizado para se fazer o mapeamento da situação global da empresa sob a ótica de seus proprietários, funcionários, clientes internos e principais clientes externos, como etapa essencial anterior ao planejamento. O diagnóstico é realizado por meio da aplicação de um amplo questionário no qual são levantadas as impressões dos funcionários a respeito de questões abrangentes, tais como a prática do planejamento e da gestão, a estrutura organizacional e seu funcionamento, os recursos humanos, as sistemáticas de comunicação e informatização existentes, a visão estratégica da organização; assinalando-se seus pontos fortes e fracos e as medidas adotadas para a solução de problemas. Também são pesquisadas as percepções e expectativas dos principais clientes externos quanto ao seu relacionamento com a empresa. Não existe um único diagnóstico. Cada um deles é resultado do conjunto de variáveis que se estuda, da profundidade com que cada variável é analisada, do momento histórico em que se faz o estudo e da experiência de quem o executa. Considera-se que o diagnóstico organizacional compõe-se de quatro partes básicas:

Formulação do problema

Levantar informações sobre o problema

Analisar as informações

Sugerir ações futuras

Formular a hipótese ou problema pode começar simplesmente com um comentário do tipo “as coisas não estão fluindo tão bem como costumava acontecer” ou “por que os resultados de tal ação estão abaixo do esperado?”. Levantar informações pode incluir análise de documentos existentes, observação das rotinas cumpridas pelos recursos humanos ou entrevistas e conversas com as pessoas que se relacionam com a organização

Estudos de organização e métodos podem ser instrumentos úteis para se conhecer processos e seus impactos sobre os resultados.

A análise das informações geralmente inclui a comparação com algum tipo de padrão e procedimento operacional idealizado pela equipe responsável pelo diagnóstico.
Finalmente, a comparação baseada nas informações colhidas sugere as ações futuras. Essas ações são os passos requeridos para levar a organização do estado atual para o estado futuro idealizado. A participação de cada funcionário no processo de diagnóstico representa um importante fator crítico de sucesso no envolvimento de todos os funcionários nas mudanças que vierem a ser propostas. Neste sentido, o diagnóstico participativo passa a ser uma etapa fundamental prévia para a estruturação adequada do planejamento organizacional.

agosto 07 2009

Receita investigará cerca de 1,5 mil suspeitos de irregularidades em operações na bolsa

Tagged Under : ,

A Receita Federal lançará nesta segunda-feira uma investigação sobre 1.481 pessoas físicas suspeitas de sonegação em operações na Bolsa de Valores. De acordo com o órgão, esses contribuintes movimentaram R$ 81 milhões.

 Para chegar aos suspeitos, a Receita monitorou 10.950 contribuintes nos últimos cinco anos que movimentaram R$ 34 bilhões no período. Com base em dados enviados pelas corretoras de valores, cruzou as informações e descobriu indícios de omissões.

 De acordo com a Receita, a ação ocorrerá em todo o país. O órgão, no entanto, não forneceu informações sobre números regionais.

 Antes de serem intimados, os contribuintes com suspeita de sonegação terão chance de regularizar as pendências. Eles poderão retificar as declarações e pagar as eventuais diferenças de impostos, acrescidas de juros e multa de mora, limitada a 20%.

 Se não resolverem a situação nesse período, os contribuintes investigados perderão a oportunidade de corrigir as declarações. Nesse caso, o imposto será cobrado de uma só vez e a multa de ofício será maior, variando de 75% a 150%. Se a Receita constatar fraude, os suspeitos poderão responder criminalmente. Fonte: Agência Brasil

agosto 04 2009

MEU GERENTE AJUDA, SURPREENDE OU ATRAPALHA?

Tagged Under : ,

 O desejo de crescer continuamente e de se manter em constante atualização, são atitudes de inúmeros profissionais que almejam novas oportunidades de trabalho, bem como, de gestores que impulsionam seus liderados a conquistar e superar novos desafios no ambiente organizacional. Delegar uma atividade, para uma pessoa que não está preparada pode significar o “poder de mandar” e não o entendimento de estar dentro de um barco, remando juntos para mesma direção. Não é possível supor a superação de uma meta anual, que deixe de contemplar o relacionamento em equipe e a coerente troca de experiências entre o gerente e seus liderados. O aprimoramento das capacidades pessoais, a cooperação, a participação em constantes treinamentos, bem como, o contínuo esforço em avaliar o desempenho profissional através das habilidades e competências, oferece uma perspectiva de adequação com a cultura organizacional e com o ambiente de trabalho.

        Há pessoas que, por falta de experiência, comentam com os demais colegas, que se promovidas à gerente, seriam diferentes e suas atitudes seriam muito melhores do que a do gestor atual. Você conhece alguém assim, que somente reclama do gerente e nada faz para contribuir? O interessante é observar que, com o passar do tempo, esta mesma pessoa ao receber uma promoção não consegue realizar as atividades que antes havia prometido. Diante da minha experiência na área comportamental, passei a perceber que o discurso está distante da prática, pois no passado este mesmo funcionário não conhecia a fundo o planejamento estratégico da organização e somente pensava nos seus próprios interesses, esquecendo de avaliar custos, resultados e a performance de cada integrante da equipe de trabalho.        

Fortalecer o desejo de surpreender e não de atrapalhar – Há pessoas que reclamam do mau humor do seu gerente, mas ao serem convidadas para ficar uma hora a mais na empresa para participar de uma reunião fazem uma aparência horrível. São pessoas que se esquecem de observar que quando saem da empresa no horário habitual, inúmeras vezes, o gerente fica trabalhando. Há pessoas que não necessitam de um gerente ao seu lado para explicar todos os dias, atividades que deve realizar, pois conta com iniciativa para pesquisar e avaliar seu próprio resultado, entretanto, há pessoas que necessitam de alguém ao lado, que pegue pela mão e lhe diga exatamente o que fazer uma vez, duas vezes, três vezes… Há pessoas que contam com a gaveta do escritório em ordem e organizada, a pasta de trabalho com os documentos em perfeito estado de conservação, entretanto, há pessoas que se você necessitar de um documento precisa pedir com uma hora de antecedência, para que ela encontre no meio de tantos documentos e como resposta, apresenta inúmeras desculpas. Para fortalecer o desejo de surpreender é preciso ampliar as competências que englobam as habilidades profissionais e os conhecimentos técnicos. Ao desenvolver as competências, o profissional neste período contemporâneo amplia a capacidade de competir, superar desafios e permite fortalecer a aplicabilidade dos seus conhecimentos nas atividades realizadas, demonstrando através de suas ações, o desejo de surpreender e não de atrapalhar.

        Intensificar a ação de ajudar e controlar a vontade de não prejudicar – Há pessoas que no ambiente de trabalho são inseguras em compartilhar seus conhecimentos e não aceitam de maneira alguma, sugestões de melhoria e opiniões construtivas sobre as atividades que desenvolve. Antes de intensificar o desejo de ajudar, pergunte se o colega de trabalho realmente deseja sua ajuda, pois há pessoas, que criaram o hábito de realizar as atividades individualmente. Como cada ser humano possui características próprias, antes de prejudicar, lembre que há pessoas que produzem muito mais sozinhas, do seu estilo e da sua maneira. Imagine que uma empresa é uma constelação de estrelas. Algumas pessoas brilham muito e outras não. Mesmo assim, estas estrelas que não apresentam um brilho intenso, possuem sua importância e fazem parte do contexto da missão, valores e metas. Mesmo não tendo um brilho constante, esta estrela tem a sua relevância para a organização. Quando um gerente desenvolve na sua equipe o processo participativo, está estimulando gradativamente a comunicação e compartilhando inovações, evitando que as pessoas reproduzam o mesmo trabalho em diferentes setores da empresa. Delegar uma atividade exige, em um primeiro momento, o compromisso de observar se a pessoa está preparada para realizar determinada tarefa, bem como, se este profissional conta com tempo e motivação para cumprir o compromisso assumido.

        Inúmeras pessoas almejam se tornar diretores, gerentes, supervisores ou ainda, abrir sua própria empresa, mas esquecem de preparar sua carreira. Uma árvore somente oferece excelentes frutos após um significativo tempo de vida e permanecendo em um terreno fértil. Se esta árvore estiver mal preparada, o primeiro vendaval certamente vai derrubá-la. Antes de realizar alguma crítica sobre a empresa onde trabalha e questionar se o gerente ajuda, surpreende ou atrapalha, pense primeiro se o seu comportamento e suas atitudes estão contribuindo para o fortalecimento do trabalho em equipe e para um harmonioso clima de trabalho. Qual é a sua resposta?

* Dalmir Santana – Palestrante, Mestrando em Administração de Empresas, Pós-graduado em Gestão de Pessoas, Bacharel Comunicação Social e Mágico profissional. Autor do livro “Menos pode ser Mais” (3ª edição, editora Odorizzi), Visite o site: www.dalmir.com.br