agosto 27 2010

Contrato de Assistência Médica - Contabilização

Tagged Under : ,

INTRODUÇÃO

Contrato de assistência médica é o convênio firmado com a pessoa jurídica prestadora de serviços, com a finalidade de esta prestar serviços médicos, hospitalares, etc. para todos os empregados e dirigentes da empresa, indistintamente, e a seus dependentes.

1. REGISTRO CONTÁBIL

O valor devido mensalmente será classificado, observado o regime de competência (Resolução CFC n° 750/1993 e art. 177 da Lei n° 6.404/1976):

a) nas empresas industriais ou prestadoras de serviços:

 como custo de produção, no caso de empregados e dirigentes ligados diretamente ao setor de produção;

 como despesa operacional, no caso de empregados e dirigentes ligados às áreas de administração, vendas e outros setores não ligados direta ou indiretamente à produção de bens ou serviços;

b) nas demais empresas, inclusive nas empresas mercantis, como despesa operacional.

1.1. Valores Descontados dos Empregados

Normalmente, as empresas descontam dos salários de seus empregados uma parcela a título de participação nos gastos com convênios de assistência médica. Isso ocorre, sobretudo, quando o empregado opta por plano diferenciado, de padrão superior àquele oferecido pela empresa.

Nesse caso, o valor descontado dos empregados será registrado a débito numa conta a receber do ativo circulante ou na própria conta de Salários e Ordenados a Pagar, no passivo circulante.

2. ASPECTOS TRIBUTÁRIOS

De acordo com a legislação do Imposto de Renda, são dedutíveis os gastos realizados pelas empresas com serviços de assistência médica, odontológica, farmacêutica e social, destinados indistintamente a todos os seus empregados e dirigentes (Lei nº 9.249/1995, art. 13, inciso V).

3. EXEMPLO PRÁTICO

Vamos supor que determinada empresa mercantil tenha firmado contrato de assistência médica, correspondente ao plano básico, no valor mensal de R$ 10.000,00. Considerando que alguns funcionários optaram por um plano de padrão superior ao oferecido pela empresa, cujo valor representa R$ 2.000,00 a mais em relação ao valor firmado em contrato, sendo que esse valor será descontado na folha de pagamento dos empregados, teremos:

 Discriminação                           Valor - R$   

Valor do plano básico              10.000,00     

Valor do plano diferenciado  12.000,00      

Valor do desconto em folha de pagamento   2.000,00         

 Nesse caso, sugerimos os seguintes lançamentos contábeis:

a) Registro da apropriação da despesa:

 Contas Contábeis       Débito Crédito           

Despesa de Assistência Médica (Conta de Resultado)          R$ 10.000,00             

Assistência Médica a Pagar (Passivo Circulante)                R$ 10.000,00 

 b) Registro do desconto efetuado em folha de pagamento:

Contas Contábeis       Débito Crédito           

Salário e Ordenado a Pagar (Passivo Circulante)              R$  2.000,00               

Assistência Médica a Pagar (Passivo Circulante)               R$  2.000,00    

 c) Registro do pagamento da mensalidade:

 Contas Contábeis       Débito Crédito           

Assistência Médica a Pagar (Passivo Circulante)            R$ 12.000,00                  

Banco Conta Movimento (Ativo Circulante)                   R$ 12.000,00

Fonte: Contadez- Editor Wagner Mendes.   

julho 11 2010

Ponto eletrônico: vantagens e desvantagens da troca de aparelho para as empresas

Tagged Under : ,

A partir de 25 de agosto deste ano, as empresas serão obrigadas a utilizar o REP (Registro de Ponto Eletrônico), de acordo com a Portaria nº 1.510 do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).

A obrigatoriedade é para as empresas que já usam relógios de ponto eletrônicos. Aquelas que têm um controle manual ou empregam menos de 10 funcionários não precisam se adaptar.

Segundo o gerente-executivo da Telemática, Clecius Pacchini, a principal vantagem da troca do aparelho é que as empresas terão mais segurança jurídica, já que o registro eletrônico tem capacidade de memória.

“A memória deste produto não pode ser apagada. Em casos de ações trabalhistas, isso serve como defesa para a empresa”, explica.

Custos para as empresas

Em relação aos custos, o aparelho pode variar entre R$ 2.200 e R$ 4.800, dependendo do modelo. As empresas podem ter ainda aumento do custo operacional, pois, segundo à legislação, o aparelho tem de imprimir um comprovante físico do horário, que deve ser guardado pelo funcionário.

“Esse custo também depende do fabricante do aparelho, mas fica entre R$ 1,40 e R$ 4 por funcionário por ano”, diz Pacchini. Sobre as vendas do aparelho, Pacchini afirma que a demanda da Telemática aumentou em 300% nos últimos meses e há fila de espera para receber o produto. Por isso, as empresas que não fizeram seu pedido do novo aparelho devem se apressar, já que o prazo de entrega é de 40 dias. Competitividade

Para a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e a CNI (Confederação Nacional da Indústria), as novas regras do registro eletrônico são consideradas um retrocesso às empresas.

Segundo as entidades, o alto custo dos aparelhos comprometerá a competitividade das micro e pequenas empresas do setor industrial.

Um dos pontos apontados como preocupantes é a possibilidade de aumentar os conflitos nas relações de trabalho. Isso porque, com a implantação dos novos moldes, deverão ser criados mecanismos de fiscalização pelo empregador, que podem ser entendidos como um ato de desconfiança pelas entidades sindicais.

Os representantes da indústria acrescentam ainda que as regras não serão bem sucedidas em seu objetivo de evitar as fraudes e imprecisões nos registros de frequência, já que o sistema apresenta pontos de alta vulnerabilidade, como a porta USB para coleta de informações existentes no equipamento de registro.

Fonte: InfoMoney

junho 23 2010

O líder desperta o desejo da influência

Tagged Under : , ,

Por Roberto Shinyashiki

Os líderes que conseguem que as pessoas desejem ser influenciadas por eles têm resultados sensacionais. Neste artigo Shinyashiki destaca os fatores que originam o desejo do outro ser influenciado.

Que tipo de líderes queremos em nossa empresa, nosso país, nossa sociedade e nossa família? Podemos encontrar inúmeros conceitos e perfis de líderes atuais, e acredito que todos devam ser respeitados. Mas para mim, o verdadeiro líder é aquele que consegue despertar nos outros o desejo de serem influenciados por ele.

O gerente quer influenciar o colaborador. Mas a pergunta que fica é: o colaborador quer ser influenciado pelo gerente? O pai quer influenciar o filho. O filho quer ser influenciado pelo pai?

Para a liderança se efetivar, é preciso que o outro deseje escutar e seguir as orientações do líder. Se não, o que existe é a força da posição – e da imposição. A energia moral de um militar, enquanto líder, não vem do número de estrelas que ele carrega num pedaço de pano, mas de sua capacidade em despertar respeito e admiração da equipe. Quando ele consegue isso, as pessoas querem escutá-lo e conversar com ele. Caso contrário, uma fraqueza fica exposta e a pessoa terá de esforçar-se muito para sustentar a posição.

A perspectiva de que o líder tem a capacidade de influenciar as pessoas altera a idéia clássica da liderança ser, necessariamente, extrovertida e comunicativa. O que origina, então, o desejo do outro ser influenciado pelo líder? São três os fatores.

Conhecimento. As pessoas querem ouvir e seguir quem tem o conhecimento. É o caso do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – Ipea. As perspectivas e os índices econômicos anunciados pela entidade despertam o interesse do país inteiro. E os profissionais do Ipea não precisam ser carismáticos e ter boa comunicação para conseguir tamanha repercussão. Eles têm conhecimento e geram influência por isso.

É muito comum as pessoas e as empresas brasileiras escutarem gente simpática e, freqüentemente, sem conhecimento. Você deve ter uma colega ganhando bem e que escuta o marido na hora de investir, porque “ele é um cara legal e gosta de mim”. Mas ele entende de investimentos? Precisamos mudar essa mentalidade. A escolha das pessoas a serem consultadas tem a ver com o que a gente realmente precisa.

Experiência. O Brasil não é um país que valoriza a experiência, ao contrário do Japão, onde as pessoas de mais idade e prática de vida são muito requisitadas. Aqui, há sempre a ânsia pelo novo. É fundamental para o desempenho da seleção brasileira de futebol, por exemplo, que o técnico empregue no trabalho com a equipe o conhecimento e as experiências de vários torneios. É certo, porém, que quando um novo treinador chegar, ele jogará todo o trabalho anterior for .

O mesmo ocorre nos governos. Os prefeitos e os governadores deixam a política prevalecer e não se valem da experiência de quem já passou pelo cargo – sobretudo se for de partido político concorrente. Em geral, é importante você se cercar de gente que já fez o que você vai fazer. Não significa que você vá obedecê-la e segui-la, mas contará com idéias possivelmente diferentes das suas.

Resultados. Pessoas que obtêm resultados são sempre uma excelente referência. Elas costumam ser requisitadas porque têm o que dizer, e seus colaboradores desejam ouvi-las porque querem trilhar um caminho de resultados.

O jogador de basquete Oscar não é o tipo de pessoa que tenha noção estratégica, sob o ponto de vista de liderança. Mas ele é o principal cestinha da história do basquete brasileiro e um dos maiores do mundo. Quando o Oscar fala a outros atletas, o fato de ele ter resultados é um bom motivo para ser ouvido.

Quanto mais dessas habilidades você reunir, mais as pessoas vão querer estar próximas de você e sob sua liderança. Quanto mais você tem bom senso, sabe tomar decisões e fazer análises, mais você acabará influenciando as pessoas à sua volta. Os líderes que conseguem que as pessoas desejem ser influenciadas por eles têm resultados sensacionais.

Roberto Shinyashiki é psiquiatra, palestrante e autor de 13 títulos, entre eles: Os Segredos dos Campeões, Tudo ou Nada, Heróis de Verdade, Amar Pode Dar Certo, O Sucesso é Ser Feliz e A Carícia Essencial

junho 06 2010

Procedimento Contábil- Ajuste a Valor Presente

Tagged Under : , ,

O ajuste a valor presente é um procedimento contábil que tem o objetivo de representar contabilmente ativos e passivos a valores presentes de realização, com base em operações realizadas em eventos passados.

Entendemos que este procedimento traz uma maior confiabilidade nas informações contábeis, sendo que na prática o ajuste a valor presente é uma ferramenta utilizada para “trazer fluxo de caixas futuros, a um valor presente utilizando-se uma taxa de desconto”.

O Pronunciamento n º 12 do Comitê de Pronunciamentos Contábeis determinam que a mensuração contábil a valor presente seja aplicada no reconhecimento inicial de ativos e passivos.

Apenas em certas situações excepcionais, como a que é adotada numa renegociação de dívida em que novos termos são estabelecidos, o ajuste a valor presente deve ser aplicado após o reconhecimento inicial de ativos e passivos.

A venda financiada de bens ou direitos sem o destaque dos juros na Nota Fiscal de Venda é uma das situações que a entidade que efetuou a venda deve aplicar o conceito de ajuste a Valor Presente, pois independente do documento fiscal destacar os juros embutidos neste processo, na essência há juros implícitos no processo de venda.

Situação semelhante no caso da compra paga em parcelas (financiada) de bem ou direito sem o destaque de juros nos documentos que suportam a operação. Analisando com base nos documentos legais pode-se verificar que não há juros a serem tratados na contabilidade, porém na essência há juros embutidos nesta operação e o conceito de ajuste a valor presente é aplicável neste caso.

O item 32 do Pronunciamento assim dispõe:

“32. A operação comercial que se caracterize como de financiamento, nos termos do item 7 deste Pronunciamento, deve ser reconhecida como tal, sendo que o valor consignado na documentação fiscal que serve de suporte para a operação deve ser adequadamente decomposto para efeito contábil. Juros embutidos devem ser expurgados do custo de aquisição das mercadorias e devem ser apropriados pela fluência do prazo. É importante relembrar que o ajuste de passivos, por vezes, implica ajuste no custo de aquisição de ativos. É o caso, por exemplo, de operações de aquisição e de venda a prazo de estoques e ativo imobilizado, posto que juros imputados nos preços devem ser expurgados na mensuração inicial desses ativos.”

Quando houver situações de renegociações de crédito sem juros, cabe a análise do ajuste a valor presente, equacionando esta renegociação a taxa de desconto e ajustando positivamente e negativamente os ativos ou passivos.

 O cálculo da taxa de juros a ser aplicada para o cálculo do ajuste a valor presente não é tarefa das mais fáceis, pois requerem sensibilidade de um técnico contábil e conhecimento em alguns casos de uma equipe multidisciplinar para suportar a taxa aplicada.

O reconhecimento inicial do ajuste a valor presente no caso de juros no caso de juros embutidos em operações de vendas e compras deve ser reconhecido como uma conta redutora do ativo e passivo e em contrapartida da conta de receita e custos/despesas. Após o reconhecimento inicial se apropria a receita financeira / despesa financeira pelo método exponencial, de acordo com o método “pro rata die”, conforme destacados no item 22 e 23 do pronunciamento:

“22. A quantificação do ajuste a valor presente deve ser realizada em base exponencial “pro rata die”, a partir da origem de cada transação, sendo os seus efeitos apropriados nas contas a que se vinculam.

23. As reversões dos ajustes a valor presente dos ativos e passivos monetários qualificáveis devem ser apropriadas como receitas ou despesas financeiras, a não ser que a entidade possa devidamente fundamentar que o financiamento feito a seus clientes faça parte de suas atividades operacionais, quando então as reversões serão apropriadas como receita operacional. Esse é o caso, por exemplo, quando a entidade opera em dois segmentos distintos: (i) venda de produtos e serviços e (ii) financiamento das vendas a prazo, e desde que sejam relevantes esse ajuste e os efeitos de sua evidenciação.”

No Pronunciamento n º 12 do Comitê de Pronunciamentos Contábeis há situações específicas onde esta definido, que não deveria ser aplicada a metodologia do cálculo do ajuste a valor presente, sendo importante antes da aplicação deste conceito a avaliação detalhada destas exceções de aplicações.

A aplicação deste conceito não deve ser somente realizada nas transações que tenham saldos abertos na data do balanço, ou seja, esta prática deve ser adotada durante todo o ano calendário.

Neste contexto cada profissional da contabilidade deve analisar internamente sua contabilidade e verificar a aplicação desta metodologia conceitual que busca uma melhor qualidade e confiabilidade nas demonstrações contábeis, analisando o custo benefício de sua aplicação e a relevância dos ajustes nas demonstrações contábeis.

Fabiano Durval Gonçalves

CRC-SC 025.321/O-4

Conselho Nacional de Auditores Independentes - 2.204

Habitação em Qualificação Técnica Geral e Banco Central do Brasil

 

 

dezembro 28 2009

Perspectivas apontam cenário positivo para o Brasil em 2010

Tagged Under : , ,

Dados da Equifax mostram que o Brasil deverá terminar 2009 com inflação próxima a 4%, taxa Selic em torno dos atuais 8,75%, dólar na casa de R$ 1,75 e crescimento do PIB atingindo 1,0 %. Para 2010 estima-se o aumento da inflação devido ao aquecimento da economia e o conseqüente aumento da demanda. Este aumento será mais intenso nos setores de serviços já que não há concorrência das importações.

No que diz respeito ao setor externo, o saldo da balança comercial deverá fechar o ano de 2009 com superávit de US$ 26 bilhões. As exportações poderão chegar a US$ 150 bilhões e as importações a US$ 124 bilhões. Embora o resultado da balança comercial em 2009 tenha sido superior ao de 2008, a soma das exportações mais as importações (corrente de comércio) cairá cerca de US$ 90 bilhões, devido aos efeitos da crise sobre o comércio exterior. No início do próximo ano espera-se uma pequena melhora no saldo da balança comercial, contudo com uma- corrente de comércio bastante superior a de 2009.

Ainda em 2009 o total de investimentos diretos estrangeiros no Brasil deve chegar a US$ 20 bilhões, volume bastante inferior ao registrado em 2008, US$ 45 bilhões. No entanto, considerando a situação de crise financeira internacional, o volume líquido alcançado em 2009 foi bastante satisfatório. “A economia brasileira tem conseguido se sobressair no cenário internacional, a ponto de conseguir atrair mais investimentos estrangeiros e desfrutar de uma posição de destaque no quadro político e econômico mundial”, diz Alcides Leite coordenador do Centro de Conhecimento Equifax.

No que diz respeito às perspectivas para a economia brasileira, no próximo ano, nos segmentos produção, indústria e comércio as previsões apontam um desempenho bastante positivo uma vez que a produção brasileira de grãos deve alcançar 144 milhões de toneladas, volume 4,5% superior ao registrado em 2009. No que diz respeito à exportação a tendência é crescer ao longo de 2010, tanto em volume como em valores, porém as exportações de produtos manufaturados continuarão enfrentando dificuldades devido aos efeitos da valorização do Real frente ao dólar.

O setor industrial foi o mais prejudicado pela crise financeira internacional no ano passado. A escassez de crédito atingiu fortemente esta atividade e devido às incertezas decorrentes da crise o setor industrial optou por reduzir a produção e praticar assim uma política de redução drástica dos estoques de produtos acabados. Com a recuperação do crédito ao longo de 2009 e o esgotamento dos estoques, a produção industrial vem crescendo continuamente nos últimos meses, porém ainda não atingiu os patamares anteriores à crise, situação que deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2010.

De acordo com o coordenador do Centro de Conhecimento Equifax, o comércio doméstico por sua vez foi o setor que menos sofreu com a crise financeira internacional e o aumento da renda real do trabalho, a queda da inflação e da taxa de juros, assim como a extensão dos prazos de financiamento, garantira a manutenção do faturamento do comércio, sobretudo o varejista. Para 2010 a ascensão deve continuar em ritmo equivalente ao deste ano

A taxa de desemprego ao longo de 2009 apresentou contínuo recuo em relação ao início do ano. Em 2010 é possível que a trajetória de queda continue. O aumento do PIB, com aquecimento do nível de atividade industrial e no setor de construção civil, deve impulsionar o volume de contratações, sobretudo aquelas com carteira assinado

O aquecimento da atividade industrial deverá amenizar a situação do emprego na região metropolitana de São Paulo, que foi a mais atingida durante a crise financeira internacional, uma vez que a indústria responde por grande parcela do número de empregos formais.
Por fim, a necessidade de vultosos investimentos em infra-estrutura para a Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016 deverá fazer do setor de construção civil um dos principais empregadores no país. Este setor é intensivo em mão de obra e não exige nível de especialização muito elevado.

Fonte: Empreendedor.

 

 

dezembro 16 2009

Saiba como sair de férias e desligar-se do trabalho

Tagged Under : , ,

Com a chegada do fim do ano, muitos profissionais estão cansados e estressados com a rotina e as responsabilidades diárias que se acumularam desde janeiro. É por isso que, nesta época, muitos aproveitam para tirar férias e repor as energias, para começarem o próximo ano renovado e cheio de pensamentos positivos. O grande problema é que a maioria das pessoas sai de férias e não consegue se desligar do trabalho, dos compromissos, das metas futuras, e terminam por influenciar as pessoas ao seu redor em um momento que deveria ser de descanso, de relaxamento, de reflexão.

Embora desligar-se completamente do trabalho seja muito difícil já que, muitas vezes, a vida profissional se torna mais relevante que a pessoal, isso não é impossível. Então o que fazer para sair de férias tranqüilamente e voltar sem muitos problemas com tarefas que foram acumuladas durante a ausência?

Pensando no bem-estar e na qualidade de vida das pessoas, a Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV) preparou algumas dicas para serem seguidas antes e durante o período de férias.

Antes das férias:

Organize suas tarefas pessoais e profissionais

Defina prazos para a realização de afazeres

Estabeleça metas e cumpra-as

Tenha disciplina. Não inicie um trabalho e pare no meio de sua realização

Não deixe tarefas pendentes para que outras pessoas finalizem

Não leve trabalho para casa

Gerencie seu tempo

Dedique momentos do dia para a realização de exercícios ou atividades que sinta prazer em exercer.
Programe sua secretária eletrônica com um aviso do período que você estará de férias.

Durante as férias:

Saia de férias e não trabalhe nelas

Esqueça dos problemas profissionais

Não atenda a ligações sobre trabalho (exceto em casos de urgência)

Desligue-se de tudo

Dedique um tempo fixo para si mesmo

Aproveite todo o tempo livre e não se prenda a horários

Relaxe.
Mantenha o bom humor e o otimismo. Se algo te aborrecer, respire fundo e recomece.
Pare por vários pequenos intervalos durante o dia

Viaje para lugares que gosta ou que nunca foi

Planeje passeios e programas com a família

Vá ao cinema e assista a uma boa comédia

Realize algum trabalho voluntário

Preserve sua espiritualidade.

Fonte: Canal Executivo.

 

dezembro 13 2009

A contabilidade da empresa é fundamental no momento da crise

Tagged Under : , ,

por Augusto Paes Barreto*

 Segundo especialista, a organização dos custos de negócio é a base de um planejamento de longo-prazo eficiente

A realidade objetiva vem demonstrando que a contabilidade é um instrumento absolutamente imprescindível para todos os momentos de uma empresa. Se por outro lado está à mesma vivenciando uma crise financeira com muito mais razão a contabilidade torna-se um instrumento que mensura a sobrevivência ou não de um empreendimento.

Partimos do princípio que se trata de uma prática contábil absolutamente coerente e fidedigna. Para que possa haver essa coerência o plano de contas deve ser elaborado na conformidade do porte e das operações da empresa. Quanto a ser fidedigno entendo tratar-se de uma prática fiel aos fatos contábeis que a empresa operacionaliza. Desta contabilidade é possível evoluir-se para um planejamento, uma coordenação e uma controladoria. Portanto através de uma contabilidade podemos elaborar um planejamento de curto, médio e longo prazo, porquanto a contabilidade proporciona uma perfeita visualização dos custos empresariais.

Ademais é por intermédio da contabilidade que a administração financeira interage com as demais atividades tanto fim como atividades meio da empresa. Sob outro aspecto as finanças alimentadas pela contabilidade são, a rigor, uma atividade reflexa porquanto quando de um estreitamento financeiro podemos através das contas patrimoniais e de resultados saber o que está a provocar esta situação.

A contabilidade proporciona, através da análise financeira, um grande painel de informações como as margens (bruta, operacional e líquida), bem como os giros (de ativos, de estoques, de recebíveis, etc.). Como podemos depreender, mesmo nas situações limite que estão como que a indicar um recurso mais extremo (a antiga concordata ou presentemente a recuperação judicial) é mediante os dados contábeis que é possível uma conclusão objetiva do estado econômico e financeiro de um empreendimento.

Ainda não se concebeu melhor instrumento de gestão em que por se tratar de um método muito antigo num mundo sempre crescente, principalmente sob o aspecto tecnológico. Ainda prevalecem os lançamentos no livro diário, os subseqüentes lançamentos nos livro razão, os balancetes, os balanços acompanhados de quadros explicativos.

Comporta ainda observar que para quaisquer operações de gestão, associação, compra e venda de um empreendimento é sob a égide da contabilidade que podemos aferir o valor passado, presente e extrapolar o futuro.

É também mediante os registros contábeis que são possíveis as auditorias tanto interna como externa. Trata-se, como se vê, de um recurso de que se valem os investidores no sentido de acompanhar e fiscalizar a evolução dos negócios.

É de todo interessante destacar que mediante o elenco das informações proporcionadas por este grande “banco de dados” que é a contabilidade pode-se implementar o planejamento estratégico e conseqüentemente alimentar a administração estratégica.

Finalmente comporta observar que à medida que evolui a empresa, tendo como base o planejamento estratégico, poderão seus gestores, se valendo da contabilidade, exercer os ajustes e retificações que se façam necessários. 

* Augusto Paes Barreto é economista sócio-diretor da Consultoria Siegen e membro fundador da TMA Brasil.

dezembro 10 2009

O Que Devemos Fazer Para Não Tomarmos Atitudes Erradas

Tagged Under : ,

Para não tomarmos decisões e atitudes erradas:

1. Não nos apressemos ao tomarmos decisões importantes, raramente elas precisam ser tomadas imediatamente, pensemos durante pelo menos vinte quatro horas, e conseguiremos ser mais objetivos.

2. Todas as decisões têm conseqüências, devemos refletir muito bem sobre quais serão estas conseqüências para a tomada de decisão correta.

3. Certificar-nos de que colocamos a decisão no seu devido contexto, pois elas não são iguais, não devemos supervalorizar questões sem importância.

4. Ninguém pode decidir por nós, nunca deixemos que ninguém tome uma decisão que nós deveríamos tomá-la, se fracassarmos, iremos nos sentir irresponsáveis e inconseqüentes, se der certo, não sentiremos merecedores do mérito desta decisão.

5. Raramente as decisões são irrevogáveis, se errarmos, tente voltar atrás e corrigi-las.

Algumas maneiras de se reagir a táticas desonestas:

1. Não usá-las

2. Reconhecê-las quando o outro lado as usa

3. Chamar a atenção para o fato e negociar as “regras do jogo”

4. Avaliar o custo que teria sair da negociação se o outro se recusa a negociar honestamente.

5. Ter consciência que certas táticas que podemos considerar injustas podem ser aceitáveis para pessoas de outras culturas.

6. Ter consciência que certas táticas que nos são consideradas justas podem ser inaceitáveis para pessoas de outras culturas.

Algumas maneiras de se reagir a questões críticas:

1. Para o sucesso de uma negociação, devemos manter o controle de nossas emoções.

2. Se estivermos irritados ou com raiva, diante de uma situação, é importante deixarmos o outro lado saber, comunicar o que está sucedendo e não fugir do assunto; uma boa negociação requer comunicação honesta entre todos.

3. Agindo com firmeza, é uma forma confiante e tranqüila de expressarmos nossos desejos e necessidades, sem magoar e ser magoado.

4. Sabendo lidar com o desânimo e as derrotas, pois o fracasso deve ser considerado como um feedback que nos faz mudar de direção

5. Não se deve julgar precipitadamente, devemos analisar qualquer situação ou indivíduo primeiro, para depois chegarmos a qualquer conclusão.

6. Parar, olhar e escutar, antes de atacar alguém por qualquer motivo.

As circunstâncias existenciais da vida estão diretamente ligadas às nossas atitudes interiores e exteriores. Todas as atitudes estão baseadas na crença, educação e moral do ser. Perceber que é necessário mudar caberá a cada um, e isso implicará em novas escolhas, em revisar conceitos e paradigmas.

É um processo de conquista gradativa, em que teremos a oportunidade do autoconhecimento através de ações e reações perante nossas escolhas. Assim, diante de atitudes novas, poderemos fazer uma viagem íntima, refletindo sobre o que realmente vale a pena ser alimentado dentro de cada um.

Escolha ter um projeto de vida, com todo o seu entusiasmo de viver: se você não souber para onde ir, tomará qualquer direção. Escolha acreditar em sua capacidade: você ficará mais forte diante da vida. Escolha estar em sintonia com seu tempo: tudo muda e é preciso estar preparado a aceitar as novas mudanças.

 

Você precisa descobrir o que tem de melhor: suas virtudes positivas deverão ser sempre alimentadas. Escolha aprender e reaprender todos os dias: a sabedoria se conquista com paciência e tempo. Escolha vencer sem deixar para trás seus valores: os princípios adquiridos em nossas existências serão eternos.

Sandra Regina da Luz Inácio - www.administradores.com.br

PhD em Administração de Empresas pela Flórida Christian University (EUA).

 

novembro 27 2009

Por que contratar uma Consultoria?

Tagged Under : , ,

No mundo atual, cada vez mais o trabalho do consultor de empresas é solicitado. Não existe mais o paradigma de que apenas as grandes organizações recorrem à consultoria. As empresas estão sempre precisando de uma reação imediata aos novos desafios encontrados no mercado, por existir uma competitividade cada vez maior. Assim sendo, muitas vezes, são necessárias alterações na estrutura da própria empresa.

Hoje, essa importante ferramenta é muito utilizada pelas organizações, seja para ampliar seja para criar um departamento ou melhorá-lo seja, ainda, para contratar pessoal e para outras tantas necessidades.

Para que isso aconteça, a forma mais rápida e eficiente de aperfeiçoar um negócio é contratar uma Consultoria, com o intuito de receber um diagnóstico e uma orientação para que ocorra uma melhoria que agregue valor ao produto em sua eficiência e em sua eficácia.

As análises e estudos produzidos em uma Consultoria oferecem amplos benefícios para seus clientes, trazendo assertividade nas decisões e maior rentabilidade para a empresa. Tudo isso, realizado em parceria e com o foco voltado para os resultados, se traduz em inúmeros benefícios às empresas.

É imprescindível que haja uma relação de credibilidade e confiança entre as partes. O consultor é um orientador que irá passar ferramentas adequadas para a busca e a eliminação das causas dos problemas. Entretanto, não se imagine a Consultoria como a solução para tudo, pois, se e o Cliente não estiver disposto a realizar um feedback para promover mudanças, é mais difícil vislumbrar bons resultados.

O que se observa é que quando há uma relação de abertura entre empresa e Consultoria, frequentemente, se consegue superar obstáculos de ordem conceitual, comercial e de pessoas, chegando, muitas vezes, a dobrar o faturamento. Isso tudo ocorre após a entrada de um Consultor no planejamento estratégico da empresa. Consciente dos problemas que a empresa enfrenta e da necessidade de recorrer à Consultoria externa, é preciso estar preparado para ter um papel ativo durante todo o desenrolar do processo.

A Consultoria, antes de mais nada, dever ter em seu quadro funcional profissionais capacitados que tenham sido gerentes de primeira linha por no mínimo 02 (dois) anos e que tenham atitudes éticas, boa formação e competência para o que fazem, além de uma forte relação de parceria com o Cliente, que possibilite dizer e escutar o que é necessário para o crescimento e evolução da empresa.

Os benefícios de se contratar uma consultoria estão no fato de que o profissional consultor não está contaminado pelos prováveis vícios de gestão pré-existentes. Pois, além de um comportamento ético e preciso, ele faz uso de instrumentos e conhecimentos de que o Cliente não dispõe o que, certamente, trará bons resultados à Empresa.

Portanto, antes de contratar uma consultoria, se deve, no mínimo, investigar as fontes e confirmar a atuação e o posicionamento da mesma junto aos seus clientes. Isso pode impedir aborrecimentos futuros.

 

Ricardo Dorés  

Com formação acadêmica em Direito e especialização em Marketing, ocupou no mercado as posições de Diretor de Unidades de Negócios, Gerente de Unidade de Negócio, Gerente Nacional de Vendas, Gerente de Desenvolvimento de Mercado, Gerente de Treinamento de Vendas, Supervisor de Vendas, em empresas multinacionais e nacionais de grande porte, tais como: 3M, Pfizer, Glaxo, IMB, Itaú Seguros, dentre outras. É, há 10 anos, consultor empresarial e palestrante. É sócio-diretor da SalesResults | Soluções para Mercados Competitivos. www.salesresults.com.br  contato ricardo@salesresults.com.br.

novembro 22 2009

MOTIVAÇÃO, SEM ELA…

Tagged Under : , ,

As pessoas dizem frequentemente que a motivação não dura. Bem, nem o banho - e é por isso que ele é recomendado diariamente.(Zig Ziglar ).

 No mundo empresarial, lidar com o crescimento da concorrência tem sido um dos grandes desafios das empresas e as decisões devem ser tomadas de maneira quase que momentânea.

Além, do crescimento da concorrência, o cenário empresarial se depara com constantes mudanças que vão desde as formas de organização do mercado até chegar aos acordos comerciais que, de certa forma, alteraram de maneira bem significativa as relações negociais.

Se distanciar do cenário de mudanças é arriscado demais para a empresa que quer se manter no mercado, pois, mesmo as que reinavam no passado com seus produtos e serviços e atendiam às necessidades e expectativas de seus clientes, hoje, travam uma árdua batalha de sobrevivência frente a outras empresas fornecedoras de produtos e serviços semelhantes.

Por isso, inovar é a palavra de ordem do momento. Consequentemente, para se manter nesse mercado competitivo, as empresas devem inovar constantemente, sair do marasmo, da mesmice, do sempre igual e da rotina. E, para isso, é necessário sempre possuir uma ou várias estratégias que sinalizem diferenciais, para não ser apenas mais uma no mercado.

Engana-se a empresa que entende a inovação como um processo diretamente ligado aos fatores, às metas ou até mesmo às missões. Inovar vai muito além. Inovar é buscar desafios, pois mudanças devem e tem que acontecer, e vivenciei isto, na prática, no início da minha carreira “como motivador de gente” na 3M do Brasil (Innovation), tanto na área comercial, bem como na área de recursos humanos e hoje aplico com afinco esta metodologia nas empresas que são meus clientes de consultoria.

A estratégia motivacional é uma das ferramentas mais eficazes para que as mudanças ocorram. Desta forma, criar um ambiente favorável à criatividade dos funcionários faz com que a empresa atinja metas cada vez maiores, além de traçar um perfil de colaboradores cada vez mais compromissados e identificados com o trabalho.

No mundo empresarial, a importância de se buscar a valorização do fator humano como regra para se alcançar a satisfação da clientela é cada vez mais necessária, uma vez que a motivação obtida, por meio dos salários, tende a ser pouco duradoura, conforme a teoria higiênico-motivacional (HERZBERG).

Isto porque as pessoas entendem o salário como sendo o mínimo de contrapartida pelo trabalho realizado (são considerados fatores de manutenção para impedir a insatisfação). Ainda há que se entender que é o ser humano, por natureza, um ser insaciável e, quanto mais tem, mais tende a querer. Ou seja, satisfeita uma de suas necessidades, ele buscará outra e, subsequentemente, mais outra.

Assim, um dos mais complicados desafios das empresas está, justamente, no fato de ter que conquistar a confiança do seu público interno (endomarketing) para se manter competitiva no mercado.

Manter os colaboradores motivados, ajudar, sempre que possível, para que os objetivos individuais sejam satisfeitos em paralelo com os da organização, oferecer condições para aumentar a produtividade, manter um espírito sadio de equipe, entre outros, tem sido uma busca constante dos empresários que possuem visão arrojada.

Ter colaboradores motivados é, sem dúvida alguma, o sonho de qualquer empresa. Entretanto, saber como fazer isso é uma atividade um tanto quanto difícil, pois, requer-se especialistas e gestores capacitados para tal, uma vez que o universo humano tem suas barreiras, pois cada qual tem seus hábitos e formas de trabalho diferentes. Há sempre um componente subjetivo na motivação que provoca uma enorme complicação, tornando-a, à primeira vista, uma missão quase impossível.

É, neste momento, que surge a importante figura da consultoria empresarial, por ter ela um papel preponderante no levantamento das necessidades, na implantação de projetos e programas, além de acompanhar, de forma direta, a execução dessas implantações, o que, a princípio, trará à empresa um significativo aumento de rentabilidade.

Cabe à empresa de consultoria e aos gestores cuidar do grande capital empresarial constituído por seu CAPITAL HUMANO, cujo desempenho é inerente ao desenvolvimento e à permanência de uma organização no mercado.

Finalizando, salientamos que a motivação pode ocorrer sim de uma maneira até hierárquica por que não? Pois um líder motivado tem força suficiente para motivar sua equipe e, consequentemente, sua equipe estará pronta para alcançar metas que outrora podiam ser consideradas inatingíveis.

 

Ricardo Dorés

Com formação acadêmica em Direito e especialização em Marketing, ocupou no mercado as posições de Diretor de Unidades de Negócios, Gerente de Unidade de Negócio, Gerente Nacional de Vendas, Gerente de Desenvolvimento de Mercado, Gerente de Treinamento de Vendas, Supervisor de Vendas, em empresas multinacionais e nacionais de grande porte, tais como: 3M, Pfizer, Glaxo, IMB, Itaú Seguros, dentre outras. É, há 10 anos, consultor empresarial e palestrante. É sócio-diretor da SalesResults | Soluções para Mercados Competitivos. www.salesresults.com.br  contato ricardo@salesresults.com.br .