dezembro 28 2009

Perspectivas apontam cenário positivo para o Brasil em 2010

Tagged Under : , ,

Dados da Equifax mostram que o Brasil deverá terminar 2009 com inflação próxima a 4%, taxa Selic em torno dos atuais 8,75%, dólar na casa de R$ 1,75 e crescimento do PIB atingindo 1,0 %. Para 2010 estima-se o aumento da inflação devido ao aquecimento da economia e o conseqüente aumento da demanda. Este aumento será mais intenso nos setores de serviços já que não há concorrência das importações.

No que diz respeito ao setor externo, o saldo da balança comercial deverá fechar o ano de 2009 com superávit de US$ 26 bilhões. As exportações poderão chegar a US$ 150 bilhões e as importações a US$ 124 bilhões. Embora o resultado da balança comercial em 2009 tenha sido superior ao de 2008, a soma das exportações mais as importações (corrente de comércio) cairá cerca de US$ 90 bilhões, devido aos efeitos da crise sobre o comércio exterior. No início do próximo ano espera-se uma pequena melhora no saldo da balança comercial, contudo com uma- corrente de comércio bastante superior a de 2009.

Ainda em 2009 o total de investimentos diretos estrangeiros no Brasil deve chegar a US$ 20 bilhões, volume bastante inferior ao registrado em 2008, US$ 45 bilhões. No entanto, considerando a situação de crise financeira internacional, o volume líquido alcançado em 2009 foi bastante satisfatório. “A economia brasileira tem conseguido se sobressair no cenário internacional, a ponto de conseguir atrair mais investimentos estrangeiros e desfrutar de uma posição de destaque no quadro político e econômico mundial”, diz Alcides Leite coordenador do Centro de Conhecimento Equifax.

No que diz respeito às perspectivas para a economia brasileira, no próximo ano, nos segmentos produção, indústria e comércio as previsões apontam um desempenho bastante positivo uma vez que a produção brasileira de grãos deve alcançar 144 milhões de toneladas, volume 4,5% superior ao registrado em 2009. No que diz respeito à exportação a tendência é crescer ao longo de 2010, tanto em volume como em valores, porém as exportações de produtos manufaturados continuarão enfrentando dificuldades devido aos efeitos da valorização do Real frente ao dólar.

O setor industrial foi o mais prejudicado pela crise financeira internacional no ano passado. A escassez de crédito atingiu fortemente esta atividade e devido às incertezas decorrentes da crise o setor industrial optou por reduzir a produção e praticar assim uma política de redução drástica dos estoques de produtos acabados. Com a recuperação do crédito ao longo de 2009 e o esgotamento dos estoques, a produção industrial vem crescendo continuamente nos últimos meses, porém ainda não atingiu os patamares anteriores à crise, situação que deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2010.

De acordo com o coordenador do Centro de Conhecimento Equifax, o comércio doméstico por sua vez foi o setor que menos sofreu com a crise financeira internacional e o aumento da renda real do trabalho, a queda da inflação e da taxa de juros, assim como a extensão dos prazos de financiamento, garantira a manutenção do faturamento do comércio, sobretudo o varejista. Para 2010 a ascensão deve continuar em ritmo equivalente ao deste ano

A taxa de desemprego ao longo de 2009 apresentou contínuo recuo em relação ao início do ano. Em 2010 é possível que a trajetória de queda continue. O aumento do PIB, com aquecimento do nível de atividade industrial e no setor de construção civil, deve impulsionar o volume de contratações, sobretudo aquelas com carteira assinado

O aquecimento da atividade industrial deverá amenizar a situação do emprego na região metropolitana de São Paulo, que foi a mais atingida durante a crise financeira internacional, uma vez que a indústria responde por grande parcela do número de empregos formais.
Por fim, a necessidade de vultosos investimentos em infra-estrutura para a Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016 deverá fazer do setor de construção civil um dos principais empregadores no país. Este setor é intensivo em mão de obra e não exige nível de especialização muito elevado.

Fonte: Empreendedor.

 

 

dezembro 16 2009

Saiba como sair de férias e desligar-se do trabalho

Tagged Under : , ,

Com a chegada do fim do ano, muitos profissionais estão cansados e estressados com a rotina e as responsabilidades diárias que se acumularam desde janeiro. É por isso que, nesta época, muitos aproveitam para tirar férias e repor as energias, para começarem o próximo ano renovado e cheio de pensamentos positivos. O grande problema é que a maioria das pessoas sai de férias e não consegue se desligar do trabalho, dos compromissos, das metas futuras, e terminam por influenciar as pessoas ao seu redor em um momento que deveria ser de descanso, de relaxamento, de reflexão.

Embora desligar-se completamente do trabalho seja muito difícil já que, muitas vezes, a vida profissional se torna mais relevante que a pessoal, isso não é impossível. Então o que fazer para sair de férias tranqüilamente e voltar sem muitos problemas com tarefas que foram acumuladas durante a ausência?

Pensando no bem-estar e na qualidade de vida das pessoas, a Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV) preparou algumas dicas para serem seguidas antes e durante o período de férias.

Antes das férias:

Organize suas tarefas pessoais e profissionais

Defina prazos para a realização de afazeres

Estabeleça metas e cumpra-as

Tenha disciplina. Não inicie um trabalho e pare no meio de sua realização

Não deixe tarefas pendentes para que outras pessoas finalizem

Não leve trabalho para casa

Gerencie seu tempo

Dedique momentos do dia para a realização de exercícios ou atividades que sinta prazer em exercer.
Programe sua secretária eletrônica com um aviso do período que você estará de férias.

Durante as férias:

Saia de férias e não trabalhe nelas

Esqueça dos problemas profissionais

Não atenda a ligações sobre trabalho (exceto em casos de urgência)

Desligue-se de tudo

Dedique um tempo fixo para si mesmo

Aproveite todo o tempo livre e não se prenda a horários

Relaxe.
Mantenha o bom humor e o otimismo. Se algo te aborrecer, respire fundo e recomece.
Pare por vários pequenos intervalos durante o dia

Viaje para lugares que gosta ou que nunca foi

Planeje passeios e programas com a família

Vá ao cinema e assista a uma boa comédia

Realize algum trabalho voluntário

Preserve sua espiritualidade.

Fonte: Canal Executivo.

 

dezembro 13 2009

A contabilidade da empresa é fundamental no momento da crise

Tagged Under : , ,

por Augusto Paes Barreto*

 Segundo especialista, a organização dos custos de negócio é a base de um planejamento de longo-prazo eficiente

A realidade objetiva vem demonstrando que a contabilidade é um instrumento absolutamente imprescindível para todos os momentos de uma empresa. Se por outro lado está à mesma vivenciando uma crise financeira com muito mais razão a contabilidade torna-se um instrumento que mensura a sobrevivência ou não de um empreendimento.

Partimos do princípio que se trata de uma prática contábil absolutamente coerente e fidedigna. Para que possa haver essa coerência o plano de contas deve ser elaborado na conformidade do porte e das operações da empresa. Quanto a ser fidedigno entendo tratar-se de uma prática fiel aos fatos contábeis que a empresa operacionaliza. Desta contabilidade é possível evoluir-se para um planejamento, uma coordenação e uma controladoria. Portanto através de uma contabilidade podemos elaborar um planejamento de curto, médio e longo prazo, porquanto a contabilidade proporciona uma perfeita visualização dos custos empresariais.

Ademais é por intermédio da contabilidade que a administração financeira interage com as demais atividades tanto fim como atividades meio da empresa. Sob outro aspecto as finanças alimentadas pela contabilidade são, a rigor, uma atividade reflexa porquanto quando de um estreitamento financeiro podemos através das contas patrimoniais e de resultados saber o que está a provocar esta situação.

A contabilidade proporciona, através da análise financeira, um grande painel de informações como as margens (bruta, operacional e líquida), bem como os giros (de ativos, de estoques, de recebíveis, etc.). Como podemos depreender, mesmo nas situações limite que estão como que a indicar um recurso mais extremo (a antiga concordata ou presentemente a recuperação judicial) é mediante os dados contábeis que é possível uma conclusão objetiva do estado econômico e financeiro de um empreendimento.

Ainda não se concebeu melhor instrumento de gestão em que por se tratar de um método muito antigo num mundo sempre crescente, principalmente sob o aspecto tecnológico. Ainda prevalecem os lançamentos no livro diário, os subseqüentes lançamentos nos livro razão, os balancetes, os balanços acompanhados de quadros explicativos.

Comporta ainda observar que para quaisquer operações de gestão, associação, compra e venda de um empreendimento é sob a égide da contabilidade que podemos aferir o valor passado, presente e extrapolar o futuro.

É também mediante os registros contábeis que são possíveis as auditorias tanto interna como externa. Trata-se, como se vê, de um recurso de que se valem os investidores no sentido de acompanhar e fiscalizar a evolução dos negócios.

É de todo interessante destacar que mediante o elenco das informações proporcionadas por este grande “banco de dados” que é a contabilidade pode-se implementar o planejamento estratégico e conseqüentemente alimentar a administração estratégica.

Finalmente comporta observar que à medida que evolui a empresa, tendo como base o planejamento estratégico, poderão seus gestores, se valendo da contabilidade, exercer os ajustes e retificações que se façam necessários. 

* Augusto Paes Barreto é economista sócio-diretor da Consultoria Siegen e membro fundador da TMA Brasil.

dezembro 10 2009

O Que Devemos Fazer Para Não Tomarmos Atitudes Erradas

Tagged Under : ,

Para não tomarmos decisões e atitudes erradas:

1. Não nos apressemos ao tomarmos decisões importantes, raramente elas precisam ser tomadas imediatamente, pensemos durante pelo menos vinte quatro horas, e conseguiremos ser mais objetivos.

2. Todas as decisões têm conseqüências, devemos refletir muito bem sobre quais serão estas conseqüências para a tomada de decisão correta.

3. Certificar-nos de que colocamos a decisão no seu devido contexto, pois elas não são iguais, não devemos supervalorizar questões sem importância.

4. Ninguém pode decidir por nós, nunca deixemos que ninguém tome uma decisão que nós deveríamos tomá-la, se fracassarmos, iremos nos sentir irresponsáveis e inconseqüentes, se der certo, não sentiremos merecedores do mérito desta decisão.

5. Raramente as decisões são irrevogáveis, se errarmos, tente voltar atrás e corrigi-las.

Algumas maneiras de se reagir a táticas desonestas:

1. Não usá-las

2. Reconhecê-las quando o outro lado as usa

3. Chamar a atenção para o fato e negociar as “regras do jogo”

4. Avaliar o custo que teria sair da negociação se o outro se recusa a negociar honestamente.

5. Ter consciência que certas táticas que podemos considerar injustas podem ser aceitáveis para pessoas de outras culturas.

6. Ter consciência que certas táticas que nos são consideradas justas podem ser inaceitáveis para pessoas de outras culturas.

Algumas maneiras de se reagir a questões críticas:

1. Para o sucesso de uma negociação, devemos manter o controle de nossas emoções.

2. Se estivermos irritados ou com raiva, diante de uma situação, é importante deixarmos o outro lado saber, comunicar o que está sucedendo e não fugir do assunto; uma boa negociação requer comunicação honesta entre todos.

3. Agindo com firmeza, é uma forma confiante e tranqüila de expressarmos nossos desejos e necessidades, sem magoar e ser magoado.

4. Sabendo lidar com o desânimo e as derrotas, pois o fracasso deve ser considerado como um feedback que nos faz mudar de direção

5. Não se deve julgar precipitadamente, devemos analisar qualquer situação ou indivíduo primeiro, para depois chegarmos a qualquer conclusão.

6. Parar, olhar e escutar, antes de atacar alguém por qualquer motivo.

As circunstâncias existenciais da vida estão diretamente ligadas às nossas atitudes interiores e exteriores. Todas as atitudes estão baseadas na crença, educação e moral do ser. Perceber que é necessário mudar caberá a cada um, e isso implicará em novas escolhas, em revisar conceitos e paradigmas.

É um processo de conquista gradativa, em que teremos a oportunidade do autoconhecimento através de ações e reações perante nossas escolhas. Assim, diante de atitudes novas, poderemos fazer uma viagem íntima, refletindo sobre o que realmente vale a pena ser alimentado dentro de cada um.

Escolha ter um projeto de vida, com todo o seu entusiasmo de viver: se você não souber para onde ir, tomará qualquer direção. Escolha acreditar em sua capacidade: você ficará mais forte diante da vida. Escolha estar em sintonia com seu tempo: tudo muda e é preciso estar preparado a aceitar as novas mudanças.

 

Você precisa descobrir o que tem de melhor: suas virtudes positivas deverão ser sempre alimentadas. Escolha aprender e reaprender todos os dias: a sabedoria se conquista com paciência e tempo. Escolha vencer sem deixar para trás seus valores: os princípios adquiridos em nossas existências serão eternos.

Sandra Regina da Luz Inácio - www.administradores.com.br

PhD em Administração de Empresas pela Flórida Christian University (EUA).

 

novembro 27 2009

Por que contratar uma Consultoria?

Tagged Under : , ,

No mundo atual, cada vez mais o trabalho do consultor de empresas é solicitado. Não existe mais o paradigma de que apenas as grandes organizações recorrem à consultoria. As empresas estão sempre precisando de uma reação imediata aos novos desafios encontrados no mercado, por existir uma competitividade cada vez maior. Assim sendo, muitas vezes, são necessárias alterações na estrutura da própria empresa.

Hoje, essa importante ferramenta é muito utilizada pelas organizações, seja para ampliar seja para criar um departamento ou melhorá-lo seja, ainda, para contratar pessoal e para outras tantas necessidades.

Para que isso aconteça, a forma mais rápida e eficiente de aperfeiçoar um negócio é contratar uma Consultoria, com o intuito de receber um diagnóstico e uma orientação para que ocorra uma melhoria que agregue valor ao produto em sua eficiência e em sua eficácia.

As análises e estudos produzidos em uma Consultoria oferecem amplos benefícios para seus clientes, trazendo assertividade nas decisões e maior rentabilidade para a empresa. Tudo isso, realizado em parceria e com o foco voltado para os resultados, se traduz em inúmeros benefícios às empresas.

É imprescindível que haja uma relação de credibilidade e confiança entre as partes. O consultor é um orientador que irá passar ferramentas adequadas para a busca e a eliminação das causas dos problemas. Entretanto, não se imagine a Consultoria como a solução para tudo, pois, se e o Cliente não estiver disposto a realizar um feedback para promover mudanças, é mais difícil vislumbrar bons resultados.

O que se observa é que quando há uma relação de abertura entre empresa e Consultoria, frequentemente, se consegue superar obstáculos de ordem conceitual, comercial e de pessoas, chegando, muitas vezes, a dobrar o faturamento. Isso tudo ocorre após a entrada de um Consultor no planejamento estratégico da empresa. Consciente dos problemas que a empresa enfrenta e da necessidade de recorrer à Consultoria externa, é preciso estar preparado para ter um papel ativo durante todo o desenrolar do processo.

A Consultoria, antes de mais nada, dever ter em seu quadro funcional profissionais capacitados que tenham sido gerentes de primeira linha por no mínimo 02 (dois) anos e que tenham atitudes éticas, boa formação e competência para o que fazem, além de uma forte relação de parceria com o Cliente, que possibilite dizer e escutar o que é necessário para o crescimento e evolução da empresa.

Os benefícios de se contratar uma consultoria estão no fato de que o profissional consultor não está contaminado pelos prováveis vícios de gestão pré-existentes. Pois, além de um comportamento ético e preciso, ele faz uso de instrumentos e conhecimentos de que o Cliente não dispõe o que, certamente, trará bons resultados à Empresa.

Portanto, antes de contratar uma consultoria, se deve, no mínimo, investigar as fontes e confirmar a atuação e o posicionamento da mesma junto aos seus clientes. Isso pode impedir aborrecimentos futuros.

 

Ricardo Dorés  

Com formação acadêmica em Direito e especialização em Marketing, ocupou no mercado as posições de Diretor de Unidades de Negócios, Gerente de Unidade de Negócio, Gerente Nacional de Vendas, Gerente de Desenvolvimento de Mercado, Gerente de Treinamento de Vendas, Supervisor de Vendas, em empresas multinacionais e nacionais de grande porte, tais como: 3M, Pfizer, Glaxo, IMB, Itaú Seguros, dentre outras. É, há 10 anos, consultor empresarial e palestrante. É sócio-diretor da SalesResults | Soluções para Mercados Competitivos. www.salesresults.com.br  contato ricardo@salesresults.com.br.

novembro 22 2009

MOTIVAÇÃO, SEM ELA…

Tagged Under : , ,

As pessoas dizem frequentemente que a motivação não dura. Bem, nem o banho - e é por isso que ele é recomendado diariamente.(Zig Ziglar ).

 No mundo empresarial, lidar com o crescimento da concorrência tem sido um dos grandes desafios das empresas e as decisões devem ser tomadas de maneira quase que momentânea.

Além, do crescimento da concorrência, o cenário empresarial se depara com constantes mudanças que vão desde as formas de organização do mercado até chegar aos acordos comerciais que, de certa forma, alteraram de maneira bem significativa as relações negociais.

Se distanciar do cenário de mudanças é arriscado demais para a empresa que quer se manter no mercado, pois, mesmo as que reinavam no passado com seus produtos e serviços e atendiam às necessidades e expectativas de seus clientes, hoje, travam uma árdua batalha de sobrevivência frente a outras empresas fornecedoras de produtos e serviços semelhantes.

Por isso, inovar é a palavra de ordem do momento. Consequentemente, para se manter nesse mercado competitivo, as empresas devem inovar constantemente, sair do marasmo, da mesmice, do sempre igual e da rotina. E, para isso, é necessário sempre possuir uma ou várias estratégias que sinalizem diferenciais, para não ser apenas mais uma no mercado.

Engana-se a empresa que entende a inovação como um processo diretamente ligado aos fatores, às metas ou até mesmo às missões. Inovar vai muito além. Inovar é buscar desafios, pois mudanças devem e tem que acontecer, e vivenciei isto, na prática, no início da minha carreira “como motivador de gente” na 3M do Brasil (Innovation), tanto na área comercial, bem como na área de recursos humanos e hoje aplico com afinco esta metodologia nas empresas que são meus clientes de consultoria.

A estratégia motivacional é uma das ferramentas mais eficazes para que as mudanças ocorram. Desta forma, criar um ambiente favorável à criatividade dos funcionários faz com que a empresa atinja metas cada vez maiores, além de traçar um perfil de colaboradores cada vez mais compromissados e identificados com o trabalho.

No mundo empresarial, a importância de se buscar a valorização do fator humano como regra para se alcançar a satisfação da clientela é cada vez mais necessária, uma vez que a motivação obtida, por meio dos salários, tende a ser pouco duradoura, conforme a teoria higiênico-motivacional (HERZBERG).

Isto porque as pessoas entendem o salário como sendo o mínimo de contrapartida pelo trabalho realizado (são considerados fatores de manutenção para impedir a insatisfação). Ainda há que se entender que é o ser humano, por natureza, um ser insaciável e, quanto mais tem, mais tende a querer. Ou seja, satisfeita uma de suas necessidades, ele buscará outra e, subsequentemente, mais outra.

Assim, um dos mais complicados desafios das empresas está, justamente, no fato de ter que conquistar a confiança do seu público interno (endomarketing) para se manter competitiva no mercado.

Manter os colaboradores motivados, ajudar, sempre que possível, para que os objetivos individuais sejam satisfeitos em paralelo com os da organização, oferecer condições para aumentar a produtividade, manter um espírito sadio de equipe, entre outros, tem sido uma busca constante dos empresários que possuem visão arrojada.

Ter colaboradores motivados é, sem dúvida alguma, o sonho de qualquer empresa. Entretanto, saber como fazer isso é uma atividade um tanto quanto difícil, pois, requer-se especialistas e gestores capacitados para tal, uma vez que o universo humano tem suas barreiras, pois cada qual tem seus hábitos e formas de trabalho diferentes. Há sempre um componente subjetivo na motivação que provoca uma enorme complicação, tornando-a, à primeira vista, uma missão quase impossível.

É, neste momento, que surge a importante figura da consultoria empresarial, por ter ela um papel preponderante no levantamento das necessidades, na implantação de projetos e programas, além de acompanhar, de forma direta, a execução dessas implantações, o que, a princípio, trará à empresa um significativo aumento de rentabilidade.

Cabe à empresa de consultoria e aos gestores cuidar do grande capital empresarial constituído por seu CAPITAL HUMANO, cujo desempenho é inerente ao desenvolvimento e à permanência de uma organização no mercado.

Finalizando, salientamos que a motivação pode ocorrer sim de uma maneira até hierárquica por que não? Pois um líder motivado tem força suficiente para motivar sua equipe e, consequentemente, sua equipe estará pronta para alcançar metas que outrora podiam ser consideradas inatingíveis.

 

Ricardo Dorés

Com formação acadêmica em Direito e especialização em Marketing, ocupou no mercado as posições de Diretor de Unidades de Negócios, Gerente de Unidade de Negócio, Gerente Nacional de Vendas, Gerente de Desenvolvimento de Mercado, Gerente de Treinamento de Vendas, Supervisor de Vendas, em empresas multinacionais e nacionais de grande porte, tais como: 3M, Pfizer, Glaxo, IMB, Itaú Seguros, dentre outras. É, há 10 anos, consultor empresarial e palestrante. É sócio-diretor da SalesResults | Soluções para Mercados Competitivos. www.salesresults.com.br  contato ricardo@salesresults.com.br .

outubro 22 2009

Ponto de Equilibrio Contabil

Tagged Under : ,

O ponto de equilíbrio equivale ao lucro variável. É a diferença entre o preço de venda unitário do produto e os custos e despesas variáveis por unidade do produto. Isto significa que, em cada unidade vendida, a empresa terá um determinado valor de lucro. Multiplicado pelo total das vendas, teremos a contribuição marginal total do produto para o lucro da empresa. Em outras palavras, Ponto de Equilíbrio significa o faturamento mínimo que a empresa tem que atingir para que não tenha prejuízo, mas que também não estará conquistando lucro neste ponto.É muito comum encontrarmos empresários que afirmam saber o que significa Ponto de Equilíbrio. Alguns realmente sabem, outros pensam que sabem e têm aqueles que literalmente não fazem a menor idéia do que venha ser Ponto de Equilíbrio. Se soubessem o quão importante é o conhecimento deste indicador para a sobrevivência de um empreendimento, jamais se permitiriam desconhecê-lo. Muitas micro e pequenas empresas não conseguem completar um ano de vida, em alguns casos pelo completo desconhecimento do ramo de atividade a que se propuseram, e , na maioria dos casos, por completo descontrole administrativo. O descontrole administrativo é tão grave que as vezes o executivo se ilude pensando que está obtendo lucros em suas operações, mas na verdade, acabam quebrando sem saber o motivo. Por incrível que pareça, acreditam que se as receitas forem iguais às despesas fixas ( aluguel do imóvel, salário do pessoal, condomínio, combustível, material de expediente, pró-labore, etc ) estarão pelo menos ” tocando o negócio e empatando ” , como se diz na gíria, não obtendo, nem lucro , nem prejuízo. A falência é uma questão de tempo.  Ponto de Equilíbrio é um dos indicadores contábeis que informa ao executivo o volume necessário de vendas, no período considerado, para cobrir todas as despesas, fixas e variáveis, incluído-se o custo da mercadoria vendida ou do serviço prestado. Este indicador tem por objetivo determinar o nível de produção em termos de quantidade e ou de valor que se traduz pelo equilíbrio entre a totalidade dos custos. É o mínimo que se deve alcançar com receitas para que não amargue com prejuízo.

outubro 13 2009

A REUNIÃO DAS SEGUNDAS-FEIRAS

Tagged Under : ,

O homem brasileiro é oral e auditivo. Nós lemos pouco. É por essa razão que vemos no Brasil as pessoas ligarem por telefone antes de mandar um fax, avisando que irão manda-lo e, logo em seguida, ligarem novamente dizendo: - Recebeu meu fax? O que eu queria dizer é que… e toda a comunicação segue oralmente.

Daí a importância fundamental da reunião para o homem brasileiro. Embora em outros países a reunião possa ser dispensada e substituída por memorandos escritos, no Brasil essa não é a realidade. Fazer reuniões para ouvir nossos funcionários e comunicar-lhes o andamento dos projetos, os planos futuros, a situação econômica e financeira da empresa é fundamental para a motivação. No Brasil, sem reunião, não há motivação.

Nossas pesquisas, porém, têm demonstrado que muitas reuniões são feitas em dia e hora erradas e de forma errada. Reuniões às sextas-feiras são um desastre. Todos só estarão pensando no final de semana. Tudo o que for decidido desaparecerá da cabeça das pessoas no sábado e no domingo. Reuniões longas são outro desastre.

Faça todas as segundas-feiras pela manhã, uma reunião com as pessoas mais diretamente ligadas a você. Na segunda-feira pela manhã, todos estão com a cabeça fria. As decisões serão imediatamente postas em prática. Faça uma reunião com apenas uma hora de duração. Das 9 às 10 horas, por exemplo. Termine impreterivelmente na hora marcada. Os assuntos que ficarem pendentes, trate-os separadamente depois da reunião.

Você que é chefe, faça uma reunião para OUVIR e tomar conhecimento do que seus subordinados estão fazendo. Não se preocupe de não ter um assunto específico para a reunião. OUÇA e os assuntos estarão lá. Experimente: as reuniões de segunda-feira são um sucesso. BOA SEMANA. SUCESSO

outubro 03 2009

Empresario e Contador: uma via de mão dupla.

Tagged Under : , ,

* Dora Ramos.

 

Com muitos anos de experiência na área contábil, já vi dezenas de atritos entre escritórios de contabilidade e empresários. Em algumas situações, o cliente estava com a razão. Nesses casos, o assessor contábil, por algum motivo, havia deixado algum dado passar ou não tinha feito seu trabalho de forma completa, mas também ocorrem erros do cliente, que esperava soluções milagrosas ou reparos impossíveis em contas que já chegavam até nós incorretas, por falta de organização administrava ou até ausência de pessoal qualificado para atender a essa demanda. A partir dessas observações, entendi que a relação entre contadores e empresários só pode ser saudável e produtiva se ambas as partes agirem com ética e respeito.

Assim como o contador deve tratar os números da empresa de forma correta, tanto de acordo com as leis vigentes como com a sua ética pessoal, também é obrigação do administrador da empresa manejar suas contas de forma apropriada, fazendo com que aquilo que vai para a mão do contabilista esteja sempre correto, pois mesmo que  receba informações errôneas, elas não podem ser  modificadas  ou remanejadas, já que os números não mentem e, atualmente, a tecnologia  vigia  e fiscaliza constantemente. A responsabilidade dos profissionais contábeis é a de orientar e informar o administrador. Na seqüência, ordenar, organizar e processar os dados recebidos, além de tirar resultados deles, de maneira que estas informações tornem-se um ponto de apoio e de tomada de decisão para o administrador. Qualquer expectativa diferente por parte dos gestores pode gerar insatisfação e descontentamento para ambos, contador e empresário.

Alguns gestores possuem imperfeições em sua administração que prejudicam a relação com o escritório de contabilidade e, conseqüentemente, o trabalho apresentado pelo contador. São várias atitudes que demonstram falta de compromisso com o contabilista, como pagamentos atrasados, informações incorretas, falta de cobrança ou de atenção ao trabalho prestado pela assessoria contábil. Para esses problemas, a solução não pode vir apenas do contador, a relação com o cliente deve ser uma via de mão dupla, ou seja, o empresário deve se conscientizar do seu papel e dar o primeiro passo no trabalho conjunto a ser realizado com seu contador.

Há aqueles clientes que esperam o melhor do contabilista, cobram, pedem por resultados e não o deixam perdido e sem rumo no meio do mar de números de uma empresa, mas, para isso, fornecem a matéria-prima necessária para que o resultado devolvido seja excelente. Esse contato entre empresário e contador só dá certo quando o primeiro manda informações, fica à disposição para se reunir e administra a empresa de maneira apropriada. Já o contabilista deve sempre receber as informações e trabalhá-las com esforço, respeito pela lei e pela empresa para a qual presta serviço.

Isso resume um pouco da ética de trabalho de muitos profissionais contábeis: esperar pelo melhor dos clientes para poder fornecer excelência em troca. Por isso, minha recomendação para empresários que trabalham suas contas com um contador é que sempre valorizem e olhem para esse ofício como algo importante, significativo dentro da empresa. Assim, a relação se solidifica e os resultados apresentados melhoram, pois todos sabem que números e valores bem calculados salvam os gestores de muitas dores de cabeça do mundo empresarial.

Segundo a executiva, a responsabilidade dos contabilistas é orientar e informar o administrador.

 

* Dora Ramos atua no mercado contábil-administrativo há mais de 20 anos. É fundadora e diretora responsável pela Fharos Assessoria Empresarial. Para mais informações, acesse www.fharos.com.br.

agosto 04 2009

MEU GERENTE AJUDA, SURPREENDE OU ATRAPALHA?

Tagged Under : ,

 O desejo de crescer continuamente e de se manter em constante atualização, são atitudes de inúmeros profissionais que almejam novas oportunidades de trabalho, bem como, de gestores que impulsionam seus liderados a conquistar e superar novos desafios no ambiente organizacional. Delegar uma atividade, para uma pessoa que não está preparada pode significar o “poder de mandar” e não o entendimento de estar dentro de um barco, remando juntos para mesma direção. Não é possível supor a superação de uma meta anual, que deixe de contemplar o relacionamento em equipe e a coerente troca de experiências entre o gerente e seus liderados. O aprimoramento das capacidades pessoais, a cooperação, a participação em constantes treinamentos, bem como, o contínuo esforço em avaliar o desempenho profissional através das habilidades e competências, oferece uma perspectiva de adequação com a cultura organizacional e com o ambiente de trabalho.

        Há pessoas que, por falta de experiência, comentam com os demais colegas, que se promovidas à gerente, seriam diferentes e suas atitudes seriam muito melhores do que a do gestor atual. Você conhece alguém assim, que somente reclama do gerente e nada faz para contribuir? O interessante é observar que, com o passar do tempo, esta mesma pessoa ao receber uma promoção não consegue realizar as atividades que antes havia prometido. Diante da minha experiência na área comportamental, passei a perceber que o discurso está distante da prática, pois no passado este mesmo funcionário não conhecia a fundo o planejamento estratégico da organização e somente pensava nos seus próprios interesses, esquecendo de avaliar custos, resultados e a performance de cada integrante da equipe de trabalho.        

Fortalecer o desejo de surpreender e não de atrapalhar – Há pessoas que reclamam do mau humor do seu gerente, mas ao serem convidadas para ficar uma hora a mais na empresa para participar de uma reunião fazem uma aparência horrível. São pessoas que se esquecem de observar que quando saem da empresa no horário habitual, inúmeras vezes, o gerente fica trabalhando. Há pessoas que não necessitam de um gerente ao seu lado para explicar todos os dias, atividades que deve realizar, pois conta com iniciativa para pesquisar e avaliar seu próprio resultado, entretanto, há pessoas que necessitam de alguém ao lado, que pegue pela mão e lhe diga exatamente o que fazer uma vez, duas vezes, três vezes… Há pessoas que contam com a gaveta do escritório em ordem e organizada, a pasta de trabalho com os documentos em perfeito estado de conservação, entretanto, há pessoas que se você necessitar de um documento precisa pedir com uma hora de antecedência, para que ela encontre no meio de tantos documentos e como resposta, apresenta inúmeras desculpas. Para fortalecer o desejo de surpreender é preciso ampliar as competências que englobam as habilidades profissionais e os conhecimentos técnicos. Ao desenvolver as competências, o profissional neste período contemporâneo amplia a capacidade de competir, superar desafios e permite fortalecer a aplicabilidade dos seus conhecimentos nas atividades realizadas, demonstrando através de suas ações, o desejo de surpreender e não de atrapalhar.

        Intensificar a ação de ajudar e controlar a vontade de não prejudicar – Há pessoas que no ambiente de trabalho são inseguras em compartilhar seus conhecimentos e não aceitam de maneira alguma, sugestões de melhoria e opiniões construtivas sobre as atividades que desenvolve. Antes de intensificar o desejo de ajudar, pergunte se o colega de trabalho realmente deseja sua ajuda, pois há pessoas, que criaram o hábito de realizar as atividades individualmente. Como cada ser humano possui características próprias, antes de prejudicar, lembre que há pessoas que produzem muito mais sozinhas, do seu estilo e da sua maneira. Imagine que uma empresa é uma constelação de estrelas. Algumas pessoas brilham muito e outras não. Mesmo assim, estas estrelas que não apresentam um brilho intenso, possuem sua importância e fazem parte do contexto da missão, valores e metas. Mesmo não tendo um brilho constante, esta estrela tem a sua relevância para a organização. Quando um gerente desenvolve na sua equipe o processo participativo, está estimulando gradativamente a comunicação e compartilhando inovações, evitando que as pessoas reproduzam o mesmo trabalho em diferentes setores da empresa. Delegar uma atividade exige, em um primeiro momento, o compromisso de observar se a pessoa está preparada para realizar determinada tarefa, bem como, se este profissional conta com tempo e motivação para cumprir o compromisso assumido.

        Inúmeras pessoas almejam se tornar diretores, gerentes, supervisores ou ainda, abrir sua própria empresa, mas esquecem de preparar sua carreira. Uma árvore somente oferece excelentes frutos após um significativo tempo de vida e permanecendo em um terreno fértil. Se esta árvore estiver mal preparada, o primeiro vendaval certamente vai derrubá-la. Antes de realizar alguma crítica sobre a empresa onde trabalha e questionar se o gerente ajuda, surpreende ou atrapalha, pense primeiro se o seu comportamento e suas atitudes estão contribuindo para o fortalecimento do trabalho em equipe e para um harmonioso clima de trabalho. Qual é a sua resposta?

* Dalmir Santana – Palestrante, Mestrando em Administração de Empresas, Pós-graduado em Gestão de Pessoas, Bacharel Comunicação Social e Mágico profissional. Autor do livro “Menos pode ser Mais” (3ª edição, editora Odorizzi), Visite o site: www.dalmir.com.br