fevereiro 14 2009

CVM REGULA CONTABILIDADE DE EMPRÉSTIMOS, ESTOQUES E CONSTRUÇÃO

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Dando seqüência ao processo de regulamentação do novo padrão contábil brasileiro, que deverá se alinhar à linguagem internacional do IFRS, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) colocou hoje em audiência pública três minutas de deliberação envolvendo novos pronunciamentos elaborados pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC).

O CPC 20 trata de “Custos de Empréstimos” e, segundo autarquia, não deve trazer grandes novidades em relação à regra atualmente vigente. A principal mudança, segundo a CMV, está relacionada com a contabilização dos custos de empréstimos como parte do custo da aquisição de um ativo, quando for possível determinar a ligação direta entre o empréstimo e a compra do bem.

Outra regra colocada em audiência publica hoje é o CPC 17, que abrange os “Contratos de Construção”. A norma tem como objetivo dar diretrizes para que as empresas deste segmento, que tem suas peculiaridades, façam o reconhecimento de receitas e despesas ao longo do prazo dos contratos.

O terceiro pronunciamento que deverá ser debatido pelos agentes do mercado é o CPC 16, que tem como tema os “Estoques”. A regra prevê que as empresas deverão reconhecer custos de estoques quando o valor de mercado dos bens tiver alteração, já que eles deverão ser contabilizados com o menor valor entre o custo e o “valor realizável líquido”.

Fonte: CVM

janeiro 31 2009

CUSTOS EM TEMPO DE CRISE

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O fato é que gastos, desembolso, investimento e possíveis perdas estão na pauta de todos, principalmente de gestores financeiros e contábeis

Neste momento de realinhamento econômico forte do mundo, o somatório do esforço físico ou monetário despendido na produção de um bem ou serviço - mais conhecido como custo - está exaustivamente em debate. A operação sempre foi feita com dose expressiva de intuição - típica do empreendedorismo -, mas como ninguém sabe até agora a extensão do problema do sistema financeiro internacional, restou tornar-se mais sistemático com relação ao tema, deixando completamente de lado o discernimento instantâneo.

O fato é que gastos, desembolso, investimento e possíveis perdas estão na pauta de todos, principalmente de gestores financeiros e contábeis. Creditou-se à fiscalização mais efetiva dessas atividades uma forma de caminhar sem surpresas no médio e longo prazo. O controle de custos diretos (matéria-prima e mão-de-obra) e indiretos (serviços essenciais, como luz, água) sempre foi assunto pouco abordado pela alta cúpula das empresas e mais pela diretoria executiva das organizações. Talvez porque controles desse tipo estivessem muito relacionados às atividades práticas do dia-a-dia, cuja interferência direta está ligada à gestão de planilhas com tabulações pré-definidas e planos de contingenciamento programados para entrar em ação quando algo caminhe errado.

Hoje, há um engajamento maior de todos os níveis da empresa em torno da questão. Leis recentes, como a 11.638/07, que alterou normas e procedimentos contábeis das organizações brasileiras, exigindo mais transparência e clareza nos demonstrativos financeiros, também deslocaram o assunto para o epicentro das empresas. A lei impulsiona a necessidade de engajamento por parte de todos no item relacionado à avaliação de valores de ativos e passivos (seja qual for), para se adequar ao novo modelo de demonstrativos financeiros da organização.

O sacrifício financeiro para obter um produto ou um serviço, independentemente de sua finalidade, significa gasto. Isso também representa assumir a aquisição de algo por algum valor, cujo pagamento deverá ser honrado ou quitado em um determinado momento futuro, custe o que custar. Muito desse sacrifício objetiva investir para sobreviver no mercado altamente competitivo, possibilitando a geração de benefícios futuros. A não prática desse esforço pode significar desvalorização de patrimônio e também dos bens e serviços oferecidos pela organização à sociedade.

Os serviços de outsourcing, neste momento - e por conta do que foi explicado anteriormente sobre a necessidade de continuar se aprimorando para enfrentar o mercado -, ganham em importância, já que são capazes de possibilitar às empresas uma visão mais real de seus custos em suas atividades meios e melhor alinhamento com a realidade, com aumento de produtividade e redução de riscos. A terceirização de áreas, como contabilidade, controladoria, gestão de pessoal, controle patrimonial, financeiro, contabilidade fiscal, societário e tecnologia são as que mais permitem um ganho com a terceirização, se os projetos e iniciativas forem bem implementados.

O outsourcing tornou-se, de fato, uma alternativa viável para redução de custos. Os investimentos em equipamentos e mão-de-obra congelados direcionam o mercado a ver com bons olhos a adoção da prática, embora há muito tempo já se tem provado a sua decisiva importância na evolução dos negócios nas empresas. Além disso, a necessidade, atualmente, de maior gestão dos processos atrai as empresas a buscar parceiros com habilidade e experiência para isso.Por fim, é preciso ter estratégia e planejamento para caminhar enquanto o quadro está indefinido. Com isso, a gestão do negócio ganha em importância e requer serenidade. Há, sem dúvida, uma necessidade de reposicionamento das organizações neste momento. E a revisão de custos é mais do que preponderante

outubro 03 2008

Relator quer acordo com líderes para votar reforma tributária

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Diante do agravamento da crise financeira iniciada nos Estados Unidos, o governo brasileiro quer pressa na aprovação da reforma tributária no Brasil. A escassez de crédito internacional pode afetar as empresas exportadoras e a reforma prevê a simplificação e a desburocratização do sistema tributário.

Nesta quarta-feira, o relator das propostas de Emenda à Constituição da Reforma Tributária (PECs 233/08, 31/07 e outras), deputado Sandro Mabel (PR-GO), reuniu-se no Palácio do Planalto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro. Segundo Mabel, Lula está preocupado com a redução da carga tributária e com o aumento da competitividade das empresas nacionais.

“Pretendemos construir um acordo com os líderes para que possamos votar o mais rápido possível essa matéria”, informou o deputado. Os participantes da reunião concluíram que há possibilidade de votar a reforma em dois turnos na Câmara ainda neste ano. Primeiro, porém, a matéria precisa ser aprovada na comissão especial.

Solavancos

A aprovação da reforma tributária, na avaliação de Mabel, pode ajudar as empresas a enfrentar eventuais solavancos que venham a atingir a economia brasileira. “Se nós tivermos que enfrentar uma recessão ou alguma coisa, a reforma tributária ajudará, porque ela baixa custos e melhora uma série de procedimentos.” Sandro Mabel disse ainda que seu parecer está praticamente pronto, faltando somente acertar alguns detalhes com o Ministério da Fazenda.

Entre os pontos da PEC estão a modificação da cobrança do ICMS do estado de origem para o estado de destino da mercadoria, a desoneração da folha de salários das empresas e a substituição de cinco tributos federais por apenas um.