março 17 2010

Número de Pedidos De Falência Para Micro e Pequenas é o Menor Desde 2005

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A saúde financeira das micro e pequenas empresas dá mostras de recuperação. A prova disso é que o mês de fevereiro deste ano registrou o menor índice de pedidos de Falência desde 2005, segundo o Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações, divulgado na quarta-feira (3.03), em São Paulo. Foram 106 pedidos de Falência contra 116 no mesmo período do ano anterior, uma queda de 8,6%.

Outro indicador que também se refere aos pequenos negócios é a queda no úmero de falências decretadas. Segundo a Serasa, a quantidade de micro e pequenas empresas com Falência decretada caiu de 62, em fevereiro de 2009, para 47 no mesmo mês de 2010. Em janeiro deste ano, foram 63.

Para o assessor econômico da Serasa Experian, Carlos Henrique Almeida, os números comprovam a recuperação das instituições de pequeno porte diante da melhora do cenário econômico brasileiro. “Os grandes negócios já apresentaram recuperação no segundo semestre do ano passado, mas as pequenas e médias empresas ainda enfrentam muitas dificuldades em relação ao crédito, o que retardou a recuperação”.

Almeida acredita que ainda falta muito para que o crédito destinado às MPEs alcance os indicadores pré-crise. Segundo ele, o crédito em janeiro para as empresas caiu 0,3% em relação a dezembro. Já o crédito para o consumidor no mesmo período cresceu 0,9%. “Acreditamos que no segundo semestre este crédito para as empresas esteja mais favorável”, avalia.

O Economista alerta para o crescimento de 3,1% em janeiro da conta garantida (cheque especial), segundo dados do Banco Central. “Este crescimento não é um bom sinal e está ligado principalmente às pequenas e médias empresas, já que as grandes não precisam utilizar muito este recurso”. Segundo o Banco Central, em janeiro o volume de recursos na conta garantida foi da ordem de R$ 46,3 bilhões.

O Indicador mostra também uma melhora no índice de recuperações judiciais requeridas: foram 23 em fevereiro deste ano, uma queda de 62,3% em relação a fevereiro de 2009 e de 48,9% em relação a janeiro de 2010. Assim, o número de recuperações judiciais requeridas volta ao patamar pré-crise, sinalizando o Aquecimento da economia.

Fonte: Agência SEBRAE.

dezembro 28 2009

Perspectivas apontam cenário positivo para o Brasil em 2010

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Dados da Equifax mostram que o Brasil deverá terminar 2009 com inflação próxima a 4%, taxa Selic em torno dos atuais 8,75%, dólar na casa de R$ 1,75 e crescimento do PIB atingindo 1,0 %. Para 2010 estima-se o aumento da inflação devido ao aquecimento da economia e o conseqüente aumento da demanda. Este aumento será mais intenso nos setores de serviços já que não há concorrência das importações.

No que diz respeito ao setor externo, o saldo da balança comercial deverá fechar o ano de 2009 com superávit de US$ 26 bilhões. As exportações poderão chegar a US$ 150 bilhões e as importações a US$ 124 bilhões. Embora o resultado da balança comercial em 2009 tenha sido superior ao de 2008, a soma das exportações mais as importações (corrente de comércio) cairá cerca de US$ 90 bilhões, devido aos efeitos da crise sobre o comércio exterior. No início do próximo ano espera-se uma pequena melhora no saldo da balança comercial, contudo com uma- corrente de comércio bastante superior a de 2009.

Ainda em 2009 o total de investimentos diretos estrangeiros no Brasil deve chegar a US$ 20 bilhões, volume bastante inferior ao registrado em 2008, US$ 45 bilhões. No entanto, considerando a situação de crise financeira internacional, o volume líquido alcançado em 2009 foi bastante satisfatório. “A economia brasileira tem conseguido se sobressair no cenário internacional, a ponto de conseguir atrair mais investimentos estrangeiros e desfrutar de uma posição de destaque no quadro político e econômico mundial”, diz Alcides Leite coordenador do Centro de Conhecimento Equifax.

No que diz respeito às perspectivas para a economia brasileira, no próximo ano, nos segmentos produção, indústria e comércio as previsões apontam um desempenho bastante positivo uma vez que a produção brasileira de grãos deve alcançar 144 milhões de toneladas, volume 4,5% superior ao registrado em 2009. No que diz respeito à exportação a tendência é crescer ao longo de 2010, tanto em volume como em valores, porém as exportações de produtos manufaturados continuarão enfrentando dificuldades devido aos efeitos da valorização do Real frente ao dólar.

O setor industrial foi o mais prejudicado pela crise financeira internacional no ano passado. A escassez de crédito atingiu fortemente esta atividade e devido às incertezas decorrentes da crise o setor industrial optou por reduzir a produção e praticar assim uma política de redução drástica dos estoques de produtos acabados. Com a recuperação do crédito ao longo de 2009 e o esgotamento dos estoques, a produção industrial vem crescendo continuamente nos últimos meses, porém ainda não atingiu os patamares anteriores à crise, situação que deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2010.

De acordo com o coordenador do Centro de Conhecimento Equifax, o comércio doméstico por sua vez foi o setor que menos sofreu com a crise financeira internacional e o aumento da renda real do trabalho, a queda da inflação e da taxa de juros, assim como a extensão dos prazos de financiamento, garantira a manutenção do faturamento do comércio, sobretudo o varejista. Para 2010 a ascensão deve continuar em ritmo equivalente ao deste ano

A taxa de desemprego ao longo de 2009 apresentou contínuo recuo em relação ao início do ano. Em 2010 é possível que a trajetória de queda continue. O aumento do PIB, com aquecimento do nível de atividade industrial e no setor de construção civil, deve impulsionar o volume de contratações, sobretudo aquelas com carteira assinado

O aquecimento da atividade industrial deverá amenizar a situação do emprego na região metropolitana de São Paulo, que foi a mais atingida durante a crise financeira internacional, uma vez que a indústria responde por grande parcela do número de empregos formais.
Por fim, a necessidade de vultosos investimentos em infra-estrutura para a Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016 deverá fazer do setor de construção civil um dos principais empregadores no país. Este setor é intensivo em mão de obra e não exige nível de especialização muito elevado.

Fonte: Empreendedor.