junho 23 2010

O líder desperta o desejo da influência

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Por Roberto Shinyashiki

Os líderes que conseguem que as pessoas desejem ser influenciadas por eles têm resultados sensacionais. Neste artigo Shinyashiki destaca os fatores que originam o desejo do outro ser influenciado.

Que tipo de líderes queremos em nossa empresa, nosso país, nossa sociedade e nossa família? Podemos encontrar inúmeros conceitos e perfis de líderes atuais, e acredito que todos devam ser respeitados. Mas para mim, o verdadeiro líder é aquele que consegue despertar nos outros o desejo de serem influenciados por ele.

O gerente quer influenciar o colaborador. Mas a pergunta que fica é: o colaborador quer ser influenciado pelo gerente? O pai quer influenciar o filho. O filho quer ser influenciado pelo pai?

Para a liderança se efetivar, é preciso que o outro deseje escutar e seguir as orientações do líder. Se não, o que existe é a força da posição – e da imposição. A energia moral de um militar, enquanto líder, não vem do número de estrelas que ele carrega num pedaço de pano, mas de sua capacidade em despertar respeito e admiração da equipe. Quando ele consegue isso, as pessoas querem escutá-lo e conversar com ele. Caso contrário, uma fraqueza fica exposta e a pessoa terá de esforçar-se muito para sustentar a posição.

A perspectiva de que o líder tem a capacidade de influenciar as pessoas altera a idéia clássica da liderança ser, necessariamente, extrovertida e comunicativa. O que origina, então, o desejo do outro ser influenciado pelo líder? São três os fatores.

Conhecimento. As pessoas querem ouvir e seguir quem tem o conhecimento. É o caso do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – Ipea. As perspectivas e os índices econômicos anunciados pela entidade despertam o interesse do país inteiro. E os profissionais do Ipea não precisam ser carismáticos e ter boa comunicação para conseguir tamanha repercussão. Eles têm conhecimento e geram influência por isso.

É muito comum as pessoas e as empresas brasileiras escutarem gente simpática e, freqüentemente, sem conhecimento. Você deve ter uma colega ganhando bem e que escuta o marido na hora de investir, porque “ele é um cara legal e gosta de mim”. Mas ele entende de investimentos? Precisamos mudar essa mentalidade. A escolha das pessoas a serem consultadas tem a ver com o que a gente realmente precisa.

Experiência. O Brasil não é um país que valoriza a experiência, ao contrário do Japão, onde as pessoas de mais idade e prática de vida são muito requisitadas. Aqui, há sempre a ânsia pelo novo. É fundamental para o desempenho da seleção brasileira de futebol, por exemplo, que o técnico empregue no trabalho com a equipe o conhecimento e as experiências de vários torneios. É certo, porém, que quando um novo treinador chegar, ele jogará todo o trabalho anterior for .

O mesmo ocorre nos governos. Os prefeitos e os governadores deixam a política prevalecer e não se valem da experiência de quem já passou pelo cargo – sobretudo se for de partido político concorrente. Em geral, é importante você se cercar de gente que já fez o que você vai fazer. Não significa que você vá obedecê-la e segui-la, mas contará com idéias possivelmente diferentes das suas.

Resultados. Pessoas que obtêm resultados são sempre uma excelente referência. Elas costumam ser requisitadas porque têm o que dizer, e seus colaboradores desejam ouvi-las porque querem trilhar um caminho de resultados.

O jogador de basquete Oscar não é o tipo de pessoa que tenha noção estratégica, sob o ponto de vista de liderança. Mas ele é o principal cestinha da história do basquete brasileiro e um dos maiores do mundo. Quando o Oscar fala a outros atletas, o fato de ele ter resultados é um bom motivo para ser ouvido.

Quanto mais dessas habilidades você reunir, mais as pessoas vão querer estar próximas de você e sob sua liderança. Quanto mais você tem bom senso, sabe tomar decisões e fazer análises, mais você acabará influenciando as pessoas à sua volta. Os líderes que conseguem que as pessoas desejem ser influenciadas por eles têm resultados sensacionais.

Roberto Shinyashiki é psiquiatra, palestrante e autor de 13 títulos, entre eles: Os Segredos dos Campeões, Tudo ou Nada, Heróis de Verdade, Amar Pode Dar Certo, O Sucesso é Ser Feliz e A Carícia Essencial

outubro 08 2008

Os reflexos da nova lei contábil

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Um dos painéis mais prestigiados do terceiro dia de trabalhos do 18º Congresso Brasileiro de Contabilidade, que discutiu as “Alterações da Lei das Sociedades por Ações”, foi coordenado pelo conselheiro e ex-presidente do SESCON-SP, José Serafim Abrantes.

Após sete anos de tramitação no Congresso Nacional e em vigência desde 1º de janeiro deste ano, a Lei 11.638/07, para muitos especialistas, é um marco na contabilidade contemporânea e exigirá estudos aprofundados e aprimoramentos dos empresários e profissionais da área.

As implicações da nova lei para as empresas e para o País foram explanadas pelo doutor em Controladoria e Contabilidade pela FEA/USP, Ariovaldo dos Santos; pelo gerente de Normas Contábeis da Comissão de Valores Mobiliários, José Carlos Bezerra da Silva; e o contador e auditor fiscal da Receita Federal do Brasil, Ricardo de Souza Moreira.

Como um dos grandes benefícios da legislação, Bezerra da Silva apontou a eliminação de barreiras regulatórias impeditivas da inserção total das empresas brasileiras no processo de convergência contábil internacional.  Segundo ele, essa harmonização tem a missão de igualar as informações contábeis, dar mais transparência às transações nos mercados financeiros, além de facilitar a tomada de decisões de seus usuários.

Para Serafim Abrantes, as empresas contábeis que aderirem já a esse novo conceito da lei provavelmente se transformarão nas líderes do segmento nos próximos 10 anos. “Aquelas que não tomarem essa decisão podem até conseguir sobreviver, mas ao longo do tempo certamente vão definhar”, enfatizou.
Os investimentos em conhecimento e adequação à lei, segundo o conselheiro do Sindicato, apesar de difícil diante da rotina diária das organizações contábeis, devem ser analisado com critério pelo empresário, pois  representam  grande diferencial competitivo.

Fonte: Sescon SP.

setembro 23 2008

Sete receitas para um líder completo

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Prof. Alessandro Balbino

Você faz tudo para que sua empresa seja um sucesso, mas continua obtendo o mesmo resultado de sempre, com uma desagradável sensação de que ela poderia funcionar melhor? E que se você pudesse ter vários clones no lugar de seus liderados, seu negócio renderia muito mais? Você não está feliz com sua equipe e gasta tempo demais fazendo o que seus funcionários deveriam ter feito? Talvez esteja na hora de usar estas sete receitas de um líder completo:

1. Delegação – Um dos grandes problemas em aprender a delegar, sem abdicar, é confiar que os membros da sua equipe serão realmente capazes de executar as tarefas que você lhes atribuiu. Só existe uma fórmula: deixá-los atuarem, após um treinamento com receitas do que eles têm de fazer e quais os ingredientes que vão usar. Você também precisa mostrar como eles devem fazer e o que eles ganham ao fazerem melhor. Agora, você pode acreditar que eles vão acertar, pois você os treinou e conferiu todos os ingredientes colocados nas receitas.

2. Avaliação – Quando sua equipe estiver com as receitas na ponta da língua e sabendo que a qualquer momento eles podem ser avaliados, eles se preocuparão em fazer mais e melhor, mesmo sem a sua presença. Esse é o segredo para ter tempo suficiente para você investir no aumento de seus lucros e, com isso, pagar melhor os melhores e ter uma, duas ou, quem sabe, uma rede de lojas de sucesso.

3. Nivelamento – Faça o nivelamento por cima. Trate os diferentes de forma diferente: elogie o ponto positivo do funcionário e, de preferência, em grupo.Todos têm algo de positivo. Seja sincero, não invente. Assim, você mostrará para sua equipe que há gente melhorando na sua empresa. Agora, se você não está satisfeito com o desempenho de seu liderado, procure ver onde ele está errando. Marque uma reunião individual, exponha o problema e mostre que tem a finalidade de descobrir como é possível ajudá-lo. Toda vez que você estiver frustrado com o desempenho de seu funcionário e não expor seu desapontamento, você estará fazendo o nivelamento por baixo.

4. Conhecimento – Pare de responder o que seus liderados deveriam saber. Incentive a busca do conhecimento. Toda vez que você responde o que eles deveriam saber, você abre um precedente a ser o solucionador de problemas deles, pois é muito mais fácil perguntar que pensar, estudar e procurar respostas. Mude ou você vai acabar fazendo o que eles são pagos para fazer.

5. Independência – Cuidado! Se você acha que precisa muito do funcionário e faz o trabalho para o qual você o remunera, pode ser que não precise tanto dele assim. Liste as receitas que já funcionam em seu ramo, crie novas, faça adaptações em receitas já existentes, ensine-as, teste-as e, após a eficácia comprovada, ensine aos seus liderados. Assim, você terá tempo para gastar com o que realmente lhe será útil.

6. Reunião Coletiva – Faça reuniões coletivas com seu pessoal. Nelas devem ser divulgados os pontos positivos de cada indivíduo, ou seja, você deve mostrar para sua equipe o quanto e como cada pessoa tem contribuído para o sucesso de seu negócio. Assim, estará valorizando e cultivando bons hábitos.

7. Reunião Individual – Utilize essa reunião como ferramenta de suporte para saber como você pode ajudar seu liderado a melhorar. Escreva os pontos que você considera que ele precisa aprimorar, deixe-o consciente de que você não está satisfeito com o comportamento dele. Você sempre deve focar o comportamento, pois dessa maneira fica mais fácil de corrigi-lo; cuide-se para não levar para o lado pessoal. Uma dica para distinguir comportamento é que ele pode ser medido, calculado, gravado, filmado e fotografado.

fonte: www.vendamais.com.br/Lideranca