maio 12 2009

Sucessão familiar

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Dar continuidade à empresa da família è importante para manter o trabalho construído pelos antecessores durante anos. Mas no momento de assumir ou passar um cargo alguns cuidados devem ser tomados “É importante saber separar o sucesso da empresa com o sucesso dos membros da família. Se esse ponto for confundido, porem acontecer problemas na empresa e também na família”, diz o presidente da Sociedade Brasileira de Coaching, Villela da Mata. Para os futuros herdeiros de cargos familiares, o consultor aconselha se preparar o quanto antes, não  apenas na hora de assumir a posição. Confira as dicas:

- Busque entender o produto e o serviço da empresa

- Conheça quem são os cliente

- Saiba como funciona a relação entre os departamentos que compõem a empresa

- Saiba também quem serão seus principais concorrentes no mercado

Fonte: folha universal

abril 17 2009

Os US$ 5 trilhões do G20 solucionarão a crise?

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Por Marcos Cintra

 A débâcle mundial surgiu nos EUA. Começou com a desaceleração econômica no país há cerca de dois anos, em 2007. Isto aumentou a insolvência do mercado imobiliário, que havia assumido riscos muito além do que a prudência recomendaria. Tomou proporções alarmantes com a crise de credibilidade financeira, que não deve ser confundida com crise de liquidez, sendo deflagrada pela imperícia das autoridades econômicas do governo Bush, que permitiram a quebra do banco Lehman Brothers.

O sistema financeiro tem efeitos econômicos semelhantes aos das “utilities”, ou serviços do tipo energia elétrica, água e gás. Esses setores, que por suas características específicas compõem a infra-estrutura da economia, não podem deixar de existir, ou quebrar, sejam eles público ou privado, sob pena de aniquilar toda a produção. Os bancos são semelhantes. Irrigam o sistema produtivo. A ausência de crédito, quase tanto como a falta de energia elétrica, paralisa a atividade econômica.

A barbeiragem dos norte-americanos foi permitir que um setor estratégico como o financeiro, cujos fundamentos estão assentados na credibilidade, confiabilidade e solidez, ficasse com sua imagem comprometida. Isto se deu pela quebra do Lehman Brothers, dando início à crise sistêmica que se alastrou pelo mundo globalizado. As expectativas se deterioraram, os empresários se retraíram e a liquidez passou a valer mais que a rentabilidade. Os investimentos cessaram, o comércio externo e o crédito encolheram e a retração econômica se instalou.

 Três perguntas estão no ar. 

1-) A injeção maciça de cinco trilhões de dólares (como anunciado ontem no G-20) resolverá o problema? Os governos estão injetando liquidez na veia da economia, diretamente, através de aumento de gastos públicos, não importando quais, desde que o dinheiro seja abundante e disponível.

 Tais medidas ajudam a superar a recessão, como qualquer aumento de liquidez em qualquer fase do ciclo econômico faria para aumentar a demanda agregada. Mas, isto não vai ao cerne da questão que é a recuperação da credibilidade dos bancos. E parece que o mundo está dando cabeçadas sobre como restaurar a confiabilidade do sistema financeiro. Sobra liquidez, mas empoçada porque falta confiança.

 O governo Barack Obama percebeu que a mera injeção de liquidez não resolveu o problema. E agora volta ao projeto inicial de Bush, propondo a limpeza dos balanços dos bancos mediante compras de ativos tóxicos Mas será que os bancos venderão esses títulos? Afinal, muitos desses papéis estão escriturados por valores históricos, pois a marcação a mercado não é universal nos EUA. A venda de títulos abaixo do valor escriturado evidenciará a fragilidade que os bancos tentam esconder, e agravará ainda mais a perda de confiança que os ameaça. O Plano Obama ainda é uma incógnita.

 2-) Quais os efeitos dessa inundação de liquidez? A ciência econômica ainda não rejeitou o fato de que a inflação é um fenômeno monetário. Assim sendo, o que nos espera no futuro? A liquidez aumenta, os déficits públicos explodem, o tamanho do setor público cresce a cada dia. Voltaremos aos anos 1970 e 1980, com inflação crescente, baixo crescimento, instabilidade, insolvências em cadeia e governos inchados?

 O pêndulo uma hora irá para o outro extremo, com políticas fiscais e monetárias restritivas e baixo crescimento. Contudo, o que mais perturba é pensar que esse preço alto que o mundo pagará pelo expansionismo monetário atual poderá ser em vão se a crise de confiança no sistema financeiro não for urgentemente sanada.

 3-) Uma terceira dúvida é se a maciça injeção de liquidez será eficaz para aumentar a demanda agregada e dar início ao crescimento da produção e do comércio internacional. Certamente o efeito será positivo. Mas poderia seria mais eficiente cortar impostos ao invés de elevar os gastos. O impacto expansionista da elevação das despesas governamentais é maior, no curto prazo, do que o da redução de tributos. Contudo, a propensão a consumir dos agentes econômicos é uma função de sua renda permanente. Aumentos de renda vistos como pontuais e passageiros, como gastos públicos emergenciais, têm baixa propensão marginal a consumir, enquanto que a percepção de aumento de renda permanente, derivada de cortes de impostos, torna-a mais elevada.

 Os gastos públicos maiores são percebidos como não-sustentáveis a longo prazo, e serão seguidos por períodos de contenção fiscal. Isso faz com que a renda adicional gerada pelas despesas governamentais seja em boa parte poupada, e menos consumida do que se fosse um aumento de renda permanente, como ocorreria se a governo adotasse um corte uma política de contenção tributária continuada.

 Como política de expansão econômica, os governos mundiais deveriam fazer um grande esforço para reduzir impostos. Dado um mesmo déficit público, é melhor que ele seja produzido por cortes de impostos do que por aumento de gastos.

 Fonte: Gazeta Mercantil- online



Professor titular e vice-presidente da Fundação Getulio Vargas (FGV). Próximo artigo do autor em 5 de maio.

outubro 14 2008

Como evitar fraudes e maus serviços nas compras on-line

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Com a Internet e o comércio eletrônico disseminados no país, fazer compras direto de casa pode ser uma boa alternativa.

Entretanto, para que este conforto não se transforme em uma incômoda dor de cabeça, a Secretaria de Estado da Fazenda disponibiliza, abaixo, alguns cuidados que devem ser tomados quando da compra de mercadoria pela web:

Assim como em outras operações comerciais, as que envolvem o comércio eletrônico também necessitam de documentos que comprovem sua regularidade. A nota fiscal é o documento exigido pelas Fiscalizações Estaduais, de todo o território brasileiro, para acobertar a venda e o transporte destas mercadorias. Exija sempre a Nota Fiscal. Porém deve-se tomar muito cuidado, pois existem muitas notas fiscais fraudulentas sendo emitidas por empresas desonestas ou por falsas empresas. Para obter informações sobre a empresa a qual você está efetuando a compra, acesse os sites da Receita Federal do Brasil (www.receita.fazenda.gov.br), sites das Receitas Estaduais (www.sintegra.gov.br) ou o site dos Procons de todo o Brasil (Procon/SC: www.procon.sc.gov.br), munidos do CNPJ desta empresa.

Desconfie de preços muito abaixo dos preços de mercado, de pessoas ou empresas que não disponibilizam telefones e nomes corretamente. É importante para o consumidor buscar o maior número de informações possíveis a respeito do produto e do vendedor, para garantir a segurança de sua operação.

Escolher a loja certa, verificar o atendimento da revenda antes, durante e depois da aquisição e também os cuidados do e-commerce com a segurança de seus dados são medidas imprescindíveis. Na dúvida escolha os nomes de lojas que já estão a bastante tempo no mercado de vendas pela internet.

Registre todos os processos da venda. O consumidor deve imprimir ou salvar as confirmações de pagamento, previsões de datas de envio e toda forma de contato feita pela loja, pois no caso de um produto não recebido, ou enviado com atraso, todas essas provas serão úteis em reclamações junto aos órgãos de defesa do consumidor.